A Justiça fluminense decidiu manter a prisão temporária dos seguranças Davi Santos Machado e Jorge Luiz Machado Dias, investigados pelo espancamento e morte de Cláudio Rafael Landeiro, no último dia 11 de agosto, em Copacabana. Os seguranças o teriam confundido com um ladrão de bicicletas. Em audiência de custódia, o juiz Rafael de Almeida Rezende considerou que os mandados de prisão foram regularmente expedidos e permanecem dentro do prazo de validade.“Não há notícia de alteração das decisões que determinaram as prisões e permanecem válidos os fundamentos que levaram à decretação das prisões temporárias. Eventuais pedidos da defesa deverão ser apresentados ao juízo natural responsável pelo caso”, citou o magistrado na decisão.Quanto a Davi Santos Machado, o segurança que portava um porrete durante as agressões, a defesa solicitou o sigilo de seus dados sensíveis, contudo o pedido foi indeferido. Segundo o juiz, não constavam dados sensíveis nos autos, destacando ainda que o próprio custodiado não soube informar seu endereço e telefone atuais.Além dos dois seguranças, os entregadores Felipe Eduardo dos Santos Silva e Ailton José da Silva também participaram do espancamento e aguardam audiência de custódia. Cláudio Rafael Landeiro Moreira, de 37 anos, foi espancado até a morte na Rua Felipe de Oliveira, em Copacabana, após ter saído de sua residência, em Botafogo, às 22h30, para um passeio de bicicleta, como fazia habitualmente.


