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Ciro e Elmano reeditam início da campanha e voltam às cidades “onde tudo começou”

No apagar das luzes do período determinado pela Justiça Eleitoral para a realização de atividades de rua, os candidatos ao Governo do Estado Ciro Gomes (PSDB) e Elmano de Freitas (PT) concentram as agendas finais de campanha no interior do Estado. Ciro encerra a disputa em Sobral, seu berço político, com uma carreata marcada para este sábado (3), às 15h45. Já Elmano, que busca a reeleição, finaliza a campanha na região do Cariri, com três carreatas em Barbalha, Crato e Juazeiro do Norte, a partir das 16h13. Antes da agenda da tarde, os dois candidatos também terão compromissos pela manhã. Ciro e Elmano farão carreatas em Fortaleza. Pela legislação eleitoral, carreatas, passeatas, caminhadas, carros de som e minitrios podem ser realizados até as 22 horas do sábado que antecede o primeiro turno. A votação ocorre neste domingo (4).

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Reeditando estratégias
A escolha de Sobral para o encerramento da campanha tucana retoma uma das principais referências territoriais da trajetória política de Ciro. O município, onde a família Ferreira Gomes mantém seu principal reduto eleitoral, também esteve entre os primeiros destinos do candidato no início da campanha, em agosto. Na última semana, Ciro percorreu municípios de diferentes regiões do Estado, passando por Aracoiaba, Limoeiro do Norte, Boa Viagem, Pedra Branca, Crateús, Acopiara, Brejo Santo e Juazeiro do Norte. De acordo com a campanha, o movimento foi planejado para ampliar a presença do candidato no interior na reta final, depois do período em que o candidato alternou agendas em Fortaleza durante os dias úteis e em municípios do interior nos fins de semana.

Elmano também encerra o período em uma região que recebeu no primeiro dia de campanha a comitiva do governador. Na última semana, Elmano iniciou com agenda em Fortaleza, onde participou de caminhada no Centro ao lado do presidente Lula (PT), na terça-feira (29). Depois, passou por Caucaia, na Região Metropolitana de Fortaleza (RMF), e seguiu para o Cariri, com compromissos em Mauriti e Brejo Santo. As últimas agendas antes do encerramento ocorreram em Santa Quitéria e Canindé. A distribuição dos compromissos de Elmano ao longo da semana mantém a alternância entre Capital e Interior.

Elmano x Ciro 
Além das agendas distintas, a semana entre as duas campanhas foi marcada por intensificação de processos judiciais entre os candidatos. Até o fechamento deste conteúdo, a coligação “Unir Para Mudar”, de Ciro Gomes (PSDB), aguardava resultados de dois processos do Mandado de Segurança (MS). Já a Suspensão de Liminar (SL), que a coligação aguardava resultado, foi negada pelo presidente do Supremo Tribunal Federal, Edson Fachin. Nesta quinta-feira (1) a chapa governista obteve decisão favorável do ministro Dias Toffoli, determinando que as emissoras de rádio e TV veiculem inserções eleitorais de Elmano de Freitas (PT) durante a sexta-feira (2) e sábado (3). 

A decisão no âmbito de processo que tramita no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) responde a pedido feito pela candidatura do gestor e objetiva compensar o descumprimento de uma decisão de 24 de setembro, que ordenou o aumento de 30 segundos em cada publicação da aliança. O Estado procurou a assessoria do candidato Ciro Gomes (PSDB) para saber se a coligação vai entrar com recurso contra a decisão monocrática de Toffoli e recebeu a resposta de que um recurso foi interposto nesta sexta-feira (2) e que a campanha “aguarda a decisão”.

Também nesta semana, o ministro André Mendonça, vice-presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), concedeu liminar a pedido de Capitão Wagner (União) e restabeleceu as condições de campanha de Roberto Cláudio (União), candidato a vice-governador, e Wagner, que disputa uma vaga no Senado. A decisão também manteve a Federação União Progressista (UPB) na coligação de Ciro e devolveu à chapa o tempo de propaganda eleitoral no rádio e na televisão, além de liberar atos de campanha e o uso de recursos partidários.

A liminar encerrou, por ora, uma sequência de decisões iniciada na segunda-feira (28), quando o ministro Floriano de Azevedo Marques havia determinado as restrições após analisar o impasse sobre a participação da UPB na coligação de Ciro. A controvérsia surgiu porque União Brasil e Progressistas, partidos que formam a federação, aprovaram apoio à candidatura de Elmano no Ceará, enquanto a direção estadual da UPB, presidida por Capitão Wagner, manteve a aliança com Ciro. O caso já havia sido analisado pelo Tribunal Regional Eleitoral do Ceará (TRE-CE), que decidiu, em julgamento colegiado, pela permanência da federação na chapa tucana.

Fonte Matéria

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