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Vice dos EUA diz que Israel tentou influenciar contra o acordo com Irã

O vice-presidente dos Estados Unidos, J. D. Vance, disse, na quarta-feira (15), que membros do Governo de Israel tentaram influenciar a opinião pública americana para impedir um acordo dos EUA para encerar à guerra com o Irã. Em paralelo, nessa quinta (16), Israel afirmou ao Pentágono que manterá forças militares no Líbano, na Síria e na Faixa de Gaza.
Os comentários de Vance ecoaram críticas anteriores à política do Governo israelense, em meio a uma crescente divergência pública entre os dois países. Vance é visto por muitos como um futuro candidato presidencial. Ele defendeu o acordo alcançado no mês passado para acabar com a guerra.
Críticos o atacaram por não conter o programa de mísseis do Irã e por não oferecer um caminho claro para desmantelar suas instalações nucleares, além de limitar Israel em sua guerra contra o Hezbollah no Líbano. “Eu sei, sem sombra de dúvida, que houve pessoas dentro do governo israelense que estão tentando, na verdade, nos afastar dessa política porque querem continuar a campanha militar”, disse Vance.
Segundo ele, esses grupos “estão manipulando e tentando mudar a opinião pública americana para manter a guerra por tempo indeterminado”. Vance disse que muitos países, tanto aliados quanto adversários, tentam influenciar a política americana e que “não me incomoda que Israel tente fazer isso, francamente não me incomoda nem mesmo que a Rússia ou alguns desses outros países o façam”.
Ele afirmou que isso é “apenas a natureza de ser um líder político em 2026”. “O que me incomoda é quando essas operações, essas campanhas de influência, de fato afetam o julgamento político americano”, afirmou.
Em junho, Vance já havia atacado os críticos israelenses do acordo com o Irã, afirmando que o presidente americano Donald Trump é o único aliado de Israel, em uma dura repreensão que fez referência aos bilhões de dólares em ajuda de defesa que o país recebe dos EUA. Altas autoridades israelenses, falando sob condição de anonimato, disseram que os termos do acordo eram ruins para Israel porque não abordavam as preocupações sobre o programa nuclear e de mísseis balísticos do Irã, uma visão que, segundo elas, é compartilhada por toda a liderança do Estado judeu.
Quando questionado se achava que os EUA teriam se envolvido na guerra mais recente com o Irã se não fosse pela influência israelense, Vance disse: “Sim, sim, eu acho”. “Acho que o presidente, independentemente de qualquer influência de Israel, acredita firmemente e, repito, eu concordo com isso, que o Irã não deve ter uma arma nuclear”, disse.

Fonte Matéria

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