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Morre jornalista Renato Machado, ex-apresentador do Bom Dia Brasil

Ex-apresentador do Bom Dia Brasil, o jornalista Renato Machado morreu na manhã desta quinta-feira (16), aos 83 anos, na Clínica São Vicente, no bairro da Gávea, no Rio de Janeiro. A morte foi confirmada pela Globo. O hospital não informou a causa da morte.- Publicidade –

Sua carreira na TV Globo durou quatro décadas, num período em que se firmou como um dos principais nomes do jornalismo brasileiro. Machado ingressou na Globo em 1982, depois de uma carreira no Jornal do Brasil, onde havia entrado no final dos anos 1960.

Em 1983, Machado passou a ser correspondente em Londres pela emissora. Da Europa, cobriu os atentados terroristas do grupo Hezbollah em Paris, três anos mais tarde, e também o acidente nuclear de Tchernóbil, na Ucrânia.De volta ao BrasilDepois da correspondência, voltou ao Brasil e fez outras coberturas relevantes no exterior, como a queda do ditador paraguaio Alfredo Stroessner, em 1989, e o momento em que Sadam Hussein bombardeou Tel-Aviv, no ano seguinte o apresentador estava na cidade para cobrir um concerto de música clássica.

No Brasil, acompanhou o impeachment do ex-presidente Fernando Collor e a morte do piloto Ayrton Senna, em 1994. Entre 1996 e 2010, Machado foi âncora e editor-chefe do Bom Dia Brasil. Sua presença mudou a cara do telejornal matinal da emissora, antes um noticiário político considerado pouco interessante.

Numa segunda passagem pela Europa, também como correspondente em Londres, acompanhou de perto a escalada do terrorismo no continente, a partir de 2011. Machado deixou a Globo em novembro de 2021, para se aposentar do jornalismo diário.

Nos últimos anos, o jornalista mantinha uma página no Instagram, na qual dava dicas de vinhos, uma de suas paixões, e de estilo masculino, a exemplo de como usar chapéu no outono e cachecol para se proteger do frio. O interesse pela enologia era antigo: em 2014, apresentou reportagens no Jornal Hoje sobre a Provença, no sul da França, uma das principais regiões produtoras da bebida no mundo.

Em paralelo, ele também mantinha um podcast, Mundo com Renato, no qual comentava as principais notícias internacionais. Antes de sua carreira no jornalismo, Machado trabalhou como dublador e ator, com passagem pelo Teatro Oficina, em São Paulo. Ele teve pequenos papéis na televisão e atuou em montagens de “Antígona”, tragédia grega de Sófocle, e “A Tempestade”, de William Shakespeare.

Na Globo, teve papéis nas novelas “A Moreninha” e “Rosinha do Sobrado”, ambas exibidas em 1965, e na extinta TV Excelsior, fez parte do elenco de “Sangue do Meu Sangue”, que foi ao ar quatro anos mais tarde. Machado deixa a mulher, Mônica Morel, uma filha, a atriz Maria Eduarda Machado, e uma neta. (Folhapress)

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