Durante a reunião na Casa Branca com o senador e pré-candidato Flávio Bolsonaro (PL-RJ), o presidente dos EUA, Donald Trump, chegou a fazer elogio ao presidente Lula (PT), segundo relato confirmado pelo empresário bolsonarista Paulo Figueiredo, que participou da reunião. “O presidente Trump comentou, sim, sobre o encontro com o presidente Lula. Elogiou o seu dinamismo, mas também fez outros comentários que prefiro manter reservados”, disse ele à reportagem.O elogio é o mesmo usado em um post publicado pelo presidente dos EUA logo depois do encontro com o petista no Truth Social. “Acabo de concluir minha reunião com Luiz Inácio Lula da Silva, o muito dinâmico presidente do Brasil. Discutimos muitos temas, incluindo comércio e, especificamente, tarifas.” Após a reunião desta terça, Flávio afirmou ter sido presenteado por Trump com uma “challenge coin” (moeda tradicional militar nos EUA, com referência ao termo “desafio”).Por parte da comitiva brasileira, houve a tentativa de entrega de camisas personalizadas do Brasil —ao menos dez delas foram produzidas com o nome de Trump e de sua família. Como os presentes precisam passar por inspeção, porém, eles não chegaram a tempo da reunião entre o pré-candidato do PL e o presidente dos EUA. A duração da reunião entre Flávio e Trump ainda não foi detalhada. Paulo Figueiredo afirmou que eles ficaram cerca de uma hora e 40 minutos na Casa Branca. Durante entrevista a jornalistas, no entanto, ao ser questionado sobre o tempo que passou com Trump, o senador não soube precisar.Flávio afirmou que o principal motivo para a reunião foi para pedir que o republicano designe as facções criminosas, CV e PCC, como terroristas. Ao tratar do assunto com Trump, ele disse que ainda estava analisando a questão e não fez promessas ao senador. A reunião entre Trump e Flávio não estava marcada na agenda oficial da Casa Branca. Durante a manhã e o começo da tarde, aliados mantinham mistério sobre com quem ele se reuniria —na semana passada, o encontro foi confirmado pelo entorno do senador, mas havia um receio de que a agenda pudesse ser cancelada em meio às tratativas de um acordo durante a guerra no Irã.


