O Ceará tem 235 obras paralisadas, segundo o painel de Acompanhamento de Obras Paralisadas do Tribunal de Contas da União (TCU), e não 657, total apontado no contexto da campanha eleitoral deste ano por nomes da oposição. O levantamento do órgão tem como base números compilados em abril deste ano. Na plataforma, as pesquisas se dão por critério cronológico, sempre anual, ou seja, em abril. O de 2026 aponta 235 e o de 2025, 657. O recorte se refere a obras com recursos do Governo Federal.
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O histórico de acompanhamento das obras é a partir das datas-base definidas pelo tribunal: abril de 2023, abril de 2024, abril de 2025 e agosto de 2022. No recorte de abril de 2025, ou seja, de 657 obras paralisadas, 196 foram canceladas e 226 tiveram continuidade desde então – o restante, de 235, é o número vigente de obras que permaneceram paralisadas.
O levantamento também mostra também que há obras paradas em 101 municípios cearenses. Entre os municípios com maior número de obras paralisadas, Fortaleza aparece na primeira posição, com 11. Na sequência estão Limoeiro do Norte, com 10, e Tabuleiro do Norte e Tauá, com sete obras paralisadas, cada.
Educação
A Educação concentra a maior quantidade de obras paralisadas no Estado, com 107. O setor é seguido por Saúde, com 88, e Urbanismo, que registra 15. Na outra ponta, Agricultura, Cultura e Saneamento são os setores com menos obras paralisadas, com uma obra nessa situação em cada área.
O painel também registra uma redução no número de obras ativas no Ceará em relação ao ano anterior. Até abril deste ano, eram 1.296 obras nessa condição, contra 1.406 registradas em abril de 2025. No cenário atual, as obras ativas representam 81,9% do total, enquanto as paralisadas correspondem a 18,1%.


