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Sem nomear Lula, Trump diz ter boa relação com o Brasil

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nessa quarta-feira (2) que mantém uma “boa relação” com o Brasil, sem citar nominalmente o presidente Lula (PT), e disse ter ajudado a eleger líderes na América Latina ao comentar o avanço da direita na região. “Eles passaram da esquerda para a direita. Estão todos indo para a direita. Temos uma boa relação com o Brasil, uma boa relação, na verdade, com praticamente todos eles agora. Eles têm muito respeito pelo nosso país. Dois anos atrás, eles não respeitavam nosso país de jeito nenhum”, disse.
A declaração foi dada em resposta a uma pergunta sobre a presença militar americana na América do Sul. Trump desviou do tema e passou a falar sobre a relação dos Estados Unidos com governos da região e sobre candidatos que apoiou em eleições latino-americanas.
O presidente americano citou a Colômbia e afirmou ter endossado o atual presidente do país. Segundo Trump, o candidato não era considerado favorito na disputa, mas acabou eleito e, na avaliação dele, “está fazendo um ótimo trabalho”. “Eu apoiei um sujeito. Gosto do nome dele, El Tigre”, afirmou o republicano em referência ao presidente Abelardo de la Espriella.
“Acho que isso significa que ele é um cara durão. Mas agora ele é o presidente da Colômbia. Não se esperava que ele vencesse. Não era o favorito, mas acabou vencendo. E está fazendo um ótimo trabalho.”
Trump também mencionou a Argentina e afirmou ter contribuído para a eleição de Javier Milei. “Temos várias pessoas, Argentina, muitas pessoas que eu ajudei a eleger.”
Na sequência, o republicano afirmou que a América Latina passa por uma mudança política em direção à direita. “Essa parte do nosso hemisfério está realmente se tornando muito diferente do que era. Eles passaram da esquerda para a direita. Estão todos indo para a direita”, afirmou.
Trump não mencionou Lula nem detalhou a que aspecto da relação bilateral se referia ao dizer que mantém uma boa relação com o Brasil. “Estamos indo muito bem na América do Sul, na América Latina. Estamos indo muito bem. Toda essa região está se abrindo. Há uma grande cooperação entre o nosso país e toda a América do Sul.”

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Deportação
Os EUA deportaram no final de agosto um imigrante brasileiro que vivia na Flórida para a Guiné Equatorial. Pietro Graza de Lima, de 57 anos, foi enviado para o país da Costa Oeste africana ao lado de outros imigrantes de Cuba e Camarões. Lima foi afetado pela expansão da política do governo Trump de firmar contratos com alguns países, como é o caso dessa ditadura africana, para deportar cidadãos de outras nacionalidades. A Guiné Equatorial já tem dezenas de imigrantes de outros países africanos enviados por Washington.
Ele foi deportado após ter uma ordem de restrição temporária para impedir a expulsão negada por um juiz local. No dia 20 de agosto, foi colocado em voo com outras dezenas de imigrantes rumo à Libéria, onde também há um contrato do tipo com Trump. Mas, junto a outros cinco imigrantes, recusou-se a descer do avião. Foi, então, enviado para a Guiné Equatorial.
O Itamaraty disse que recebeu apenas a informação de que havia um cidadão do Brasil deportado na Guiné Equatorial no dia 25, por meio das autoridades locais. Desde então, tem solicitado permissão para prestar assistência consular a Lima.

Ataques
O governo Trump afirmou que os Estados Unidos podem e atacarão “onde for necessário” no combate a cartéis. As declarações foram feitas às vésperas da marca de um ano do início da operação militar que levou a dezenas de ataques contra embarcações suspeitas de transportar drogas no Caribe e no Pacífico Oriental.

Fonte Matéria

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