+ Postagens

Ministro de Bukele diz que estado de exceção é medida constitucional para combater crime

O ministro da Segurança Pública e Justiça de El Salvador, Gustavo Villatoro, afirmou que o regime de exceção vigente no país deve ser entendido como uma ferramenta prevista constitucionalmente para enfrentar aquilo que classificou como um “Estado criminoso paralelo”. Convidado para participar de seminário sobre Segurança Pública promovido pela Federação das Indústrias de São Paulo (Fiesp), nessa segunda-feira (31), Villatoro se encontrou com Flávio Bolsonaro (PL) no domingo (30).
O sistema de encarceramento em massa de El Salvador tem sido amplamente explorado por candidatos à Presidência de direita como propostas de combate ao crime organizado no país. O país é governado sob regime especial desde 2022, quando o presidente Nayib Bukele, eleito em 2019, suspendeu garantias de defesa para acusados de serem membros de facções criminosas, entre outras mudanças constitucionais.
Segundo o ministro, antes das mudanças, a impunidade dos homicídios no país era 97%. “A cada 100 assassinatos, o estado só podia resolver três. Era algo desastroso. Esse estado criminoso paralelo tirou a vida de 125 mil salvadorenhos”, disse.
Ele também criticou o sistema judiciário que funcionava no país antes do governo de Bukele e os órgãos internacionais de direitos humanos, aos quais se referiu como “hipócritas” e “pseudo-defensores de direitos”. “Foi uma jogada de mestre do presidente Bukele em fechar a janela para eles [órgãos internacionais]. Atuamos como governo de El Salvador. Nenhum deles coloca prato de comida na mesa”, continuou.
Villatoro reiterou que em “El Salvador os direitos humanos de todos cidadãos são respeitados, inclusive os dos criminosos”. Segundo ele, o sistema judicial padrão não pode ser usado para combater assassinatos em série vigente no crime organizado. “Os juízes continuam tratando dos mesmos temas, mas os juízes do crime organizado tratam só de acusações de facções criminosas”, explicou sobre a estrutura judicial adotada no país.
Em El Salvador, há 84 mil detidos acusados de pertencerem a uma organização criminosa em mais de 500 casos ativos na Justiça, segundo o ministro. “Nós éramos essa sociedade tonta. Se tivesse um criminoso com porte ilegal de armas, se dava pena de um ano ou no máximo de três anos”, disse Villatoro.

Fonte Matéria

Latest Posts

spot_imgspot_imgspot_img
spot_imgspot_img

+ LEIA TAMBÉM

RECEBA NOVIDADES

Receber notícias em primeira mão em seu email nunca foi tão fácil, basta colocar seu email abaixo: