Puxada pela eleição de parlamentares de direita, a bancada feminina do Senado de 2027 será 80% maior do que aquela que começou a legislatura anterior, em 2023. Nesse domingo (4), foram eleitas 12 senadoras, recorde de participação feminina na Casa. Deverão atuar a partir de 2027 18 mulheres no Senado, chegando a 22,2% do total de cadeiras. No início de 2023, eram dez senadoras, quatro eleitas e seis remanescentes.Apesar do recorde, o percentual ainda está muito abaixo da proporção de mulheres na população brasileira, de 51,5%. Estavam em disputa 54 vagas, dois terços da Casa. Com a eleição de Michelle Bolsonaro (PL) e Bia Kicis (PL), o Distrito Federal terá no Senado a primeira bancada totalmente feminina na história. Completa o trio Damares Alves (Republicanos), que foi eleita em 2022 e tem mais quatro anos de mandato.A alta foi puxada pela eleição de parlamentares da direita. Entre as 12 novas senadoras, sete são filiadas ao PL, Republicanos, Podemos, PSDB e União. Outras quatro pertencem a partidos de esquerda: Marília Campos (PT/MG), Samanda de Lula (PT/RN), Marília Arraes (PDT/PE) e Luizianne (Rede/CE). Apenas uma nova senadora, Teresa Surita (RR), é do MDB, classificado como centro.Entre os partidos, o PL lidera a conta, com três novas parlamentares. Além de Kicis e Michelle, o partido elegeu Caroline de Toni em Santa Catarina. O PT vem em seguida, com duas eleitas: Marília e Samanda, que desbancou a atual senadora Zenaide Maia (PSD/RN).


