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Oito países muçulmanos condenam lei de Israel que prevê execução de palestinos

Oito países de maioria muçulmana condenaram, em comunicado conjunto divulgado nessa quinta-feira (2), a decisão de Israel de aprovar uma lei que determina a pena de morte por enforcamento como sentença padrão para palestinos condenados em tribunais militares por ataques letais.

Paquistão, Turquia, Egito, Indonésia, Jordânia, Qatar, Arábia Saudita e Emirados Árabes Unidos afirmam que a lei constitui uma “escalada perigosa” e argumentam que há uma “necessidade urgente de evitar medidas” que possam inflamar ainda mais as tensões no Oriente Médio.

“Ressaltamos a importância de garantir a responsabilização e pedimos o fortalecimento dos esforços internacionais para manter a estabilidade e evitar uma maior deterioração”, diz o texto divulgado pelo Ministério das Relações Exteriores paquistanês.

Aprovada pelo Parlamento israelense na segunda-feira (30), a lei se aplica a condenados por assassinato cujos atos tenham o intuito de “negar” ou “acabar com a existência de Israel” —o que, na prática, significa que a pena de morte seria aplicada a palestinos, mas não a cidadãos israelenses judeus condenados por crimes semelhantes, segundo opositores.

O presidente da Autoridade Nacional Palestina, Mahmoud Abbas, afirmou que a legislação viola o direito internacional e é uma tentativa de intimidar os palestinos. O Afeganistão, governado pelo grupo fundamentalista Talibã, classificou a lei de uma “continuação da opressão” e pediu que organizações internacionais e o que chamou de “países influentes” ajam para impedir as sentenças.
A lei surge diante do aumento das críticas a Israel e da escalada da violência de colonos judeus contra palestinos na Cisjordânia, território que convive com a ocupação militar de Tel Aviv desde 1967, quando ocorreu a Guerra dos Seis Dias.

Fonte Matéria

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