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Missão anuncia pré-candidatura de delegado ao Governo do Ceará

Delegado afastado da Polícia Civil do Ceará e policial militar da reserva, Huggo Leonardo (Missão) recuou da pré-candidatura ao Senado Federal. A mudança foi informada pelas redes sociais em vídeo de Huggo com Renan Santos, pré-candidato a presidente da República pelo Missão.

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Com críticas à gestão do governador Elmano de Freitas (PT) na área de segurança pública, Renan convida Huggo a concorrer ao Governo do Ceará, que aceita a proposta.

“Eu nunca me escondi, desisti ou me furtei de desafio. Se o senhor tá querendo que a gente assuma essa missão, missão dada é missão cumprida. Eu falei para eles que ia voltar pro Ceará mais forte, eles cutucaram onça com vara curta porque quiseram”, fala Huggo.

O Missão lançou inicialmente o delegado da PCCE para a disputa ao Senado, durante um ato em Fortaleza no dia 7 de maio.

No mesmo dia, foi publicada no Diário Oficial do Estado do Ceará a decisão do afastamento preventivo de Huggo do cargo na PCCE, após processo administrativo instaurado pela Controladoria Geral de Disciplina dos Órgãos de Segurança Pública e Sistema Penitenciário (CGD).

SOBRE O PARTIDO MISSÃO

Com origem no Movimento Brasil Livre (MBL), o Missão teve sua criação aprovada por unanimidade pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) em novembro de 2025, após atingir o número mínimo de assinaturas válidas exigidas pela Justiça Eleitoral para a solicitação de registro partidário. O partido é classificado no campo da direita ou extrema direita.

Presidente do Missão, Renan Santos adota um discurso crítico ao que ele classifica como “hegemonia política e cultural” dos partidos tradicionais, se opondo tanto ao Partido dos Trabalhadores (PT) quanto ao bolsonarismo.

Em sua pré-campanha a presidente, tem dado destaque ao tema da segurança pública e o combate às organizações criminosas. Ele já defendeu “prender e matar” os líderes de facções.

Renan esteve no Ceará em dezembro de 2025, quando foi ao município de Saboeiro participar de um ato em homenagem à cozinheira Antônia Ione Rodrigues da Silva, conhecida como “Bira”, assassinada em outubro do ano passado por membros do Comando Vermelho por se recusar a envenenar a comida de policiais. Durante o ato, o presidenciável protestou contra a facção criminosa e defendeu penas mais rígidas para crimes hediondos.

Fonte Matéria

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