Pré-candidato à Presidência, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) se reuniu nessa quarta-feira (13) com o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Edson Fachin, com a justificativa de se comprometer com o respeito à Corte durante a campanha e, por outro lado, cobrar dos magistrados isenção e imparcialidade em relação à disputa eleitoral. Ao deixar o STF, Flávio disse a jornalistas que a visita foi institucional. “Ainda não havia tido a oportunidade de conversar pessoalmente com ele esses anos inteiros. E eu, como pré-candidato à Presidência da República, fiz questão de vir aqui, me apresentar e trocar um pouquinho de ideia com ele sobre o que eu penso de país.”Integrantes da campanha bolsonarista dizem ter a preocupação de que sejam aplicadas as mesmas regras a todos os concorrentes e que não haja censura. Em 2022, quando disputou a reeleição, o então presidente Jair Bolsonaro fez uma série de ataques com mentiras sobre o sistema eleitoral. Na ocasião, aliados dele criticaram a derrubada pela Justiça Eleitoral de conteúdos da direita nas redes, o que, para eles, teria causado desequilíbrio.Um pleito de Flávio levado a Fachin é que o arbítrio de conflitos da eleição seja feito no âmbito do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), presidido pelo ministro Kassio Nunes Marques, indicado por Bolsonaro, e não no STF, onde o bolsonarismo vem acumulando derrotas. Em abril, em discurso no plenário do Senado, Flávio afirmou que o ministro Alexandre de Moraes desequilibraria a eleição a partir da atuação no STF. “Está muito claro qual é a estratégia. Já que agora Alexandre de Moraes não está mais no TSE, ele vai querer desequilibrar as eleições lá do Supremo. Essa prática não dá para aceitar em outras eleições, agora em 2026”, disse.


