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Lula critica Conselho de Segurança da ONU e cobra reforma da governança

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva fez duras críticas ao Conselho de Segurança da ONU no sábado (18/04), ao afirmar que os membros permanentes do colegiado deixaram de cumprir o papel de garantir a paz mundial e passaram a agir como protagonistas de conflitos internacionais.

Durante participação no Fórum Democracia Sempre, realizado em Barcelona, Lula declarou que os cinco integrantes com assento permanente, Estados Unidos, Rússia, China, França e Reino Unido, se transformaram em “senhores da guerra”, em referência a decisões unilaterais e intervenções militares recentes. Segundo o presidente, temas centrais da geopolítica global deveriam estar sendo debatidos no âmbito das Nações Unidas, o que, na avaliação dele, não ocorre devido à perda de representatividade da instituição.

O chefe do Executivo brasileiro citou exemplos de ações militares conduzidas sem amplo consenso internacional, como a invasão do Iraque pelos Estados Unidos, sob o governo de George W. Bush, a ofensiva da Rússia na Ucrânia, liderada por Vladimir Putin, além de decisões atribuídas ao atual presidente norte-americano, Donald Trump, e operações envolvendo França e Reino Unido na Líbia. Lula também criticou as ações de Israel na Faixa de Gaza.

Outro ponto destacado foi o funcionamento do próprio Conselho de Segurança. O presidente questionou a efetividade do direito de veto e criticou a ausência dos chefes de Estado nas reuniões, que, segundo ele, são frequentemente representadas por embaixadores. Lula também defendeu maior diversidade na composição do órgão, com a inclusão de países africanos, latino-americanos e da Índia.

Ao abordar o impacto dos conflitos na economia global, Lula afirmou que as tensões internacionais elevam os preços de matérias-primas e penalizam principalmente as populações mais pobres. Ele também criticou o uso de redes sociais por líderes mundiais para anunciar decisões com potencial de impacto global e defendeu que a regulação dessas plataformas seja discutida em âmbito multilateral.

O encontro em Barcelona reuniu cerca de 20 líderes, em sua maioria alinhados a pautas progressistas, com o objetivo de debater alternativas à crescente polarização política global. O evento contou com a presença de nomes como Pedro Sánchez, Gustavo Petro e Yamandú Orsi, além da presidente do México, Claudia Sheinbaum.
Durante o fórum, Sánchez também defendeu a necessidade de renovação da ONU e sugeriu que a organização possa ser liderada por uma mulher, indicando apoio ao nome da ex-presidente chilena Michelle Bachelet para a Secretaria-Geral em 2027.
A agenda internacional de Lula segue nos próximos dias com compromissos na Alemanha, onde participará da Feira Industrial de Hannover, e em Portugal, antes de retornar ao Brasil. A viagem ocorre em meio ao esforço do governo brasileiro de ampliar sua atuação diplomática e reforçar o debate sobre a reforma das instituições multilaterais.

Fonte Matéria

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