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Governistas dizem que derrota de Lula não prejudica Elmano; oposicionistas divergem

Governistas e oposicionistas ao governador Elmano de Freitas (PT) divergem sobre se a derrota imposta pelo Senado ao presidente Lula (PT) na votação do nome do advogado-geral da União, Jorge Messias, ao Supremo Tribunal Federal (STF) vai impactar negativamente na tentativa de eleição do governador Elmano de Freitas (PT).

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O gestor, vem afirmando lideranças do projeto em curso no Palácio da Abolição, será o candidato ao Governo do Estado este ano. O vice-presidente nacional do PT, deputado estadual De Assis, e o líder do PT na casa, deputado estadual Missias Dias, defendem que o desgaste exposto no Congresso ao Palácio do Planalto não vai alcançar a imagem de Elmano para o pleito.

“Eu não acredito que venha o impacto eleitoral. Nós não podemos dizer outra coisa que não seja que foi uma derrota, que representa a necessidade de repactuar, redimensionar e, sobretudo, ter uma visão daquilo que hoje o governo tem na Câmara e no Senado”.

O dirigente argumenta que a recusa do Senado evidencia um desgaste do governo, que para De Assis precisa ser contornado com diálogo. “Num período recente, nós tivemos votações piores do que essa, em que o governo foi derrotado e saiu de lá a campanha espontânea e natural da sociedade brasileira ‘Congresso Inimigo do Povo’”, cita como exemplo. A ocasião se deu no ano passado. 

Para o vice-presidente da sigla, a derrota desta quarta sinaliza necessidade de repensar a comunicação governista.

“Em 1894, houve uma decisão que foi a desaprovação de uma indicação. Quanto tempo se passou para ter outra? O que significa dizer que não haverá impacto, haverá sim um redimensionamento da forma de falar, de se comunicar e mostrar. Este é o mesmo Congresso que é contra a taxação das grandes fortunas e a taxação das BETs e foi a favor da PEC da Blindagem. Vamos conversar, discutir. Não vejo impacto negativo, muito pelo contrário, é uma luz que nós já tínhamos acesa e que agora se torna mais evidente”, defende.

“Não haverá reflexos”
Correligionário, Missias fala pouco sobre eventuais impactos ao pleito local que se avizinha, afirmando que não haverá reflexos. “Na política partidária, qualquer passo em falso ou desentendimento nas instituições traz consequência, mas acredito que no estado do Ceará isso não vai ter nada que ver, interferir diretamente na eleição do governador Elmano de Freitas”.

O líder do bloco em que estão também PCdoB e PV complementa seu ponto de vista dizendo que “o presidente Lula está muito bem posicionado” e que há uma relação do presidente da República “com os partidos políticos e políticos sérios”.

“Término” do governo
Do lado oposicionista, os deputados estaduais Dra. Silvana (PL) e Felipe Mota (PSDB) “surfam” na derrota do presidente Lula ocorrida nesta quarta-feira (29) e articulam que a rejeição vai repercutir nos palanques eleitorais.

“O Congresso, a Câmara Federal, é uma caixinha de ressonância, uma caixinha térmica em que ecoa o som do povo do país, um país que o nosso Ceará faz parte”, argumenta Dra. Silvana. A líder do PL complementa que “o senador Cid [Gomes] resolveu não votar, e ele é um representante do Ceará lá. O Cid viajou. Vocês acham que o Cid não sabia dessa votação? O Cid simplesmente queria dizer ‘eu não sou capacho, eu não vou votar’, e saiu da CCJ. Ele faz parte do tabuleiro político aqui do Estado do Ceará. Isso não vai respingar, já respingou na sucessão, aqui do Estado do Ceará”.

Para Felipe Mota, que deixou o União Brasil (UB) e foi para o PSDB em nome da estratégia oposicionista a Elmano, a recusa a Messias é “um término” do governo Lula, argumento encampado nesta quarta pelo líder do PL no Senado, senador Rogério Marinho (PL-RN).

“Ou ele [Lula] reajusta, reconstrói, se fortifica, chama para fazer uma negociação e as conversações dos interesses que existem no Congresso […] Quando falo aqui, não é de emenda, não. Estou falando de interesses de pautas, de projetos […] Ou o governo faz isso, ou o início do fim do governo Lula foi ontem. O governo Lula acabou ontem com a questão da articulação. É regra em Brasília. Sem articulação, sem governo”.

Fonte Matéria

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