+ Postagens

Genial simulava empréstimo para esquema ligado ao PCC, aponta Carbono Oculto

Nova fase da Carbono Oculto, operação que investiga a infiltração do crime organizado na economia formal, descreve que o Banco Genial teria sido usado em um esquema para dar aparência de empréstimo convencional ao uso de recursos de empresas ligadas ao PCC (Primeiro Comando da Capital). Batizada como Operação Crédito Oculto, a ação desta quinta (24) contou com mandados de busca e apreensão contra 27 alvos, em sete estados, para destrinchar uma estrutura de lavagem, que teria sido montada por Mohamad Hussein Mourad, mais conhecido como “Primo”, e Roberto Augusto Leme da Silva, o “Beto Louco”, suspeitos de atuarem para dar aparência legal a dinheiro do crime organizado.“Muito do que já vimos desde a primeira fase da Carbono Oculto aparece na Crédito Oculto -uso de fintech para bancarizar recursos ilícitos, empresas de fachada, fundo de investimento para fazer camadas de ocultação”, explicou à reportagem Marcia Meng, superintendente da Receita Federal na região de São Paulo. “A novidade é a simulação de financiamento por um banco formal, com uso de instrumentos financeiros que deixam o esquema mais sofisticado.” Foram a campo nesta quinta agentes da Receita Federal, Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado) do Ministério Público de São Paulo, Secretaria da Fazenda e Procuradoria-Geral do Estado, além da Polícia Militar, Polícia Civil e Gaecos de Espírito Santo, Goiás, Mato Grosso, Minas Gerais, Rio de Janeiro e Santa Catarina.Segundo as investigações, o mecanismo de lavagem funcionou como uma espécie de circuito. A Usina Itajobi, gerenciada por “Beto Louco” e “Primo”, era a única cotista de um fundo chamado Radford, e aportou R$ 100 milhões nele. O fundo aplicou o dinheiro em CDBs (Certificados de Depósito Bancário) vinculados, emitidos pelo Genial. O banco, por sua vez, concedeu empréstimos por meio de CCBs (Cédulas de Crédito Bancário) às holdings Berna e Branson, duas empresas de fachada também ligadas a Beto Louco e Primo. As empresas, por sua vez, usaram os recursos para comprar ativos, entre eles a empresa que controlava a Terrana, uma distribuidora de combustíveis.

Fonte Matéria

Latest Posts

spot_imgspot_imgspot_img
spot_imgspot_img

+ LEIA TAMBÉM

RECEBA NOVIDADES

Receber notícias em primeira mão em seu email nunca foi tão fácil, basta colocar seu email abaixo: