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Flávio Bolsonaro diz nos EUA que tarifas ajudariam Lula e que agora é o “pior momento” para adotá-las

O pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ) afirmou em audiência nos Estados Unidos que a adoção de uma tarifa sobre os produtos brasileiros beneficiaria o presidente Lula (PT) e que agora seria “o pior momento” para implantá-la. Ele também citou o caso Master, sem mencionar o seu elo com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, afirmou que um novo tarifaço poderia aproximar o país da China e defendeu o Pix.Flávio foi à audiência junto com o irmão, o ex-deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP), condenado por coação a autoridades no STF (Supremo Tribunal Federal) e cassado pela Câmara dos Deputados. A fala acontece em meio às audiências promovidas pelo USTR (Escritório de Comércio dos EUA) que investiga o Brasil por supostas práticas desleais sob a Seção 301 desde julho do ano passado.No dia 1º de junho, o escritório anunciou a conclusão da investigação que analisou diferentes temas relacionados ao Brasil, entre eles sistemas de pagamentos, como Pix, desmatamento ilegal, big techs e corrupção, e sugeriu um novo tarifaço de 25% contra produtos brasileiros. Após a divulgação do resultado da Seção 301, audiências acontecem em Washington para que entidades interessadas no caso possam se posicionar sobre o caso.Depois do depoimento, nesta terça, Flávio disse à imprensa que quer o cancelamento da taxação, não o adiamento, ao contrário do que declarou em documento enviado ao USTR há cinco dias. No texto, ele afirmou medidas econômicas de grande porte às vésperas da eleição podem ser vistas como “uma tentativa de influenciar o resultado”, e que “adiar a implementação até depois das eleições elimina essa caracterização”. O pré-candidato lembrou que esteve com o presidente dos EUA, Donald Trump, e membros do gabinete, como o vice J. D. Vance e o secretário de Estado Marco Rubio, e afirmou ter pedido que os americanos não taxassem o Brasil.

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