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Bahia vive tensão com investigação do Master, que impulsiona ofensiva eleitoral

A crise do Banco Master acirrou as tensões em torno da disputa eleitoral na Bahia, dando o tom da campanha que vai opor Jerônimo Rodrigues (PT/BA) e ACM Neto (União/BA), em uma reedição do embate de 2022. A expectativa é de uma eleição apertada, que pode ser decidida nos detalhes.Jerônimo vinha em maré favorável, impulsionado por obras e pela retomada da popularidade do presidente Lula (PT). Mas a base sofreu um abalo após operação da Polícia Federal (PF) que investiga o senador Jaques Wagner (PT/BA) por suspeita de ter recebido pagamentos ligados ao banqueiro Augusto Lima, ex-sócio do Banco Master. O parlamentar nega ter cometido irregularidades.A ação da PF deixou a base governista na Bahia atordoada. Cerca de dez dias após a operação, o PT iniciou uma reação no campo político, que passa pela construção de um discurso de unidade e uma defesa enfática de Jaques Wagner, considerado um pilar do grupo que governa a Bahia há 20 anos. Na semana passada, o PT colocou nas redes uma campanha publicitária que reforça a parceria entre Jerônimo Rodrigues, Jaques Wagner e o ex-ministro Rui Costa.A crise do Master também resvala na oposição. Relatórios do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) apontaram que uma empresa de ACM Neto recebeu R$ 3,6 milhões do Master e da gestora Reag. O ex-prefeito de Salvador disse ter prestado serviços de consultoria e que os valores recebidos são lícitos e declarados.

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