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Ceará é um dos 9 estados que o Psol quer eleger pelo menos um federal, diz Renato Roseno

O deputado estadual Renato Roseno (PSOL) disse que o Ceará está entre os nove estados considerados prioritários pela federação PSOL-Rede na estratégia de angariar deputados federais nas eleições de 2026. Segundo o parlamentar, a meta é eleger pelo menos um deputado federal no Estado, contribuindo para que a federação alcance a cláusula de barreira e mantenha acesso ao Fundo Partidário e ao tempo de propaganda em rádio e televisão.

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“É necessário ampliar a presença de mulheres no Senado da República e, repito, nós precisamos atingir a cláusula de barreira. No nosso caso, a Federação PSOL-Rede, em nove estados. Nós queremos que o estado do Ceará seja um desses estados elegendo um deputado federal do PSOL”, afirmou Roseno.

De acordo com o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), a cláusula de barreira é uma regra da legislação eleitoral brasileira que exige que um partido político alcance um desempenho mínimo nas eleições para a Câmara dos Deputados para ter acesso aos recursos públicos do Fundo Partidário e ao tempo de rádio e TV. 

Em 2026, para superar a exigência em nível nacional, a legenda deverá obter pelo menos 2,5% dos votos válidos para a Câmara dos Deputados em todo o país, distribuídos em pelo menos nove estados.

A declaração de Roseno ocorre um dia após a federação lançar a pré-candidatura da deputada federal Luizianne Lins (Rede) ao Senado. Ex-prefeita de Fortaleza, Luizianne deixou o PT em abril deste ano, após 37 anos de filiação, e passou a integrar a Rede Sustentabilidade, legenda que compõe a federação com o PSOL.

Ao comentar o cenário para a disputa ao Senado, Roseno argumentou que a pré-candidatura da ex-petista reúne condições de competitividade. Segundo ele, levantamentos internos mostram que Luizianne aparece entre os primeiros colocados em diferentes cenários pesquisados.

“O recall da deputada Luíza é muito grande. Existem cenários em que ela pontua em primeiro lugar, existem cenários em que ela pontua em segundo lugar. Ou seja, ela é uma candidatura absolutamente viável. É uma candidatura para vitória. Por isso representa ousadia e responsabilidade”, declarou.

Além da estratégia para ampliar a bancada federal, Roseno também relacionou a eleição de 2026 ao cenário político internacional. O deputado defendeu atenção ao processo eleitoral brasileiro diante, segundo ele, da influência de plataformas digitais e de movimentos políticos observados em outros países da América Latina.

“É necessário ter ousadia e responsabilidade. Veja a eleição do Peru, veja a eleição da Colômbia. Vários países da América Latina estão sofrendo interferências. Nós temos que ter cuidado com a eleição brasileira para que ideias autoritárias e grupos autoritários não interfiram aqui, inclusive, na nossa eleição”, afirmou.

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