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Facções: 14 países seguem Trump e incluem PCC e CV em ação contra terrorismo

A iniciativa do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de classificar o PCC e o CV como grupos terroristas foi aceita por pelo menos 14 países do chamado Escudo das Américas. A ação inclui ainda 22 grupos de cartéis.
Países do bloco, todos alinhados a Trump, dizem que vão combater os grupos narcoterroristas. A declaração conjunta prevê medidas coordenadas contra organizações criminosas, consideradas uma ameaça à segurança e à estabilidade do continente. Fazem parte do bloco: Argentina, Bolívia, Chile, Colômbia, Costa Rica, República Dominicana, Equador, El Salvador, Guiana, Honduras, Panamá, Paraguai, Peru, Trinidad e Tobago, além dos Estados Unidos.
O grupo prevê o congelamento de bens das organizações criminosas. Os países pretendem adotar medidas financeiras contra grupos classificados como narcoterroristas, em conformidade com as respectivas legislações. Os países também querem restrições de vistos para membros de grupos criminosos. As medidas poderão atingir membros associados e apoiadores.
A declaração prevê responsabilidade criminal de pessoas que forneçam deliberadamente apoio material ou logístico às organizações. Os países afirmam que as medidas serão direcionadas aos 24 grupos listados na declaração, independentemente do nome usado em cada país.
Países do Escudo das Américas se reuniram, nessa terça-feira (22), com Trump em Nova Iorque, em paralelo à Assembleia-Geral da ONU. A lei brasileira estabelece critérios específicos para classificar um ato como terrorismo. A legislação considera terrorismo a prática de determinados atos por razões de xenofobia ou discriminação ou preconceito de raça, cor, etnia e religião, quando houver intenção de provocar terror social ou generalizado.
O Governo e o Ministério das Relações Exteriores do Brasil não sabiam que as duas facções seriam incluídas na lista de 24 grupos “narcoterroristas”. Lula e o chanceler Mauro Vieira não participaram do encontro conduzido por Trump e pelo secretário de Estado, Marco Rubio, com chefes de Estados ou chanceleres do bloco.
Trump mencionou Venezuela e Cuba ao afirmar que pode usar o poderio militar para garantir os interesses dos EUA no mundo. A declaração foi dada na Assembleia-Geral da ONU. “Nossas ações na Venezuela provaram que os Estados Unidos não vão mais permitir ameaças à América. Se for necessário, vamos usar o nosso poderio militar para garantir a segurança dos Estados Unidos”, disse. (Com informações do UOL)

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