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Excluindo o Senado, Silvana diz que Priscila “terá legenda ao que desejar pleitear”

A líder do PL na Assembleia Legislativa do Ceará (Alece), deputada estadual Dra. Silvana (PL), afirmou que a vereadora Priscila Costa (PL) terá espaço garantido para disputar um cargo proporcional nas eleições de 2026, se assim desejar, entretanto ponderou que uma eventual candidatura ao Senado depende de uma decisão da direção nacional e estadual da legenda.

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A declaração ocorre dias depois da oficialização da escolha do nome do deputado estadual Alcides Fernandes (PL) como pré-candidato ao Senado para a vaga na chapa majoritária da oposição.

Ao O Estado, Dra. Silvana evitou comentar se percebe se Priscila ainda mantém o desejo de disputar o Senado, alegando que não conversa com a deputada “há algum tempo”. Ainda assim, afirmou que, caso a escolha seja por uma candidatura à Câmara dos Deputados, ela contará com o apoio do partido.

“Ela com certeza vai ter legenda ao que ela desejar pleitear. Não sei se ao Senado, porque o Senado, como é majoritária, vai depender da cúpula do partido, mas ela tem apoio do partido, sim, como deputada”, disse.

A fala representa uma mudança de tom em relação às manifestações da própria parlamentar nas últimas semanas. No início de julho, Dra. Silvana criticou a condução adotada por Priscila na disputa pela vaga ao Senado, afirmando que o debate deveria ocorrer internamente, e não por meio da imprensa.

“Infelizmente, nós estamos aí com esse grande problema, que é a vereadora Priscila Costa insistindo no nome [para o Senado], dizendo que está sendo apagada. Ela não está sendo apagada, ela tem que discutir dentro do PL. Essa coisa de você fazer discussão pela imprensa é extremamente irritante para o partido”, disse a deputada ao O Estado.  

Na ocasião, a parlamentar também reforçou que a definição sobre a composição da chapa no Ceará caberia ao presidente estadual do PL, deputado federal André Fernandes (PL), e que as decisões tomadas por ele só seriam revogadas caso o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) assim desejasse.

Silvana vinha sustentando o argumento que Priscila não quis convencer o partido de sua candidatura ao Senado. “Você quer ser candidato, tem que fazer um convencimento dentro do partido. Tentar jogar para a opinião pública para dizer: ‘Eu quero porque quero’ e não se vitimizar dizendo ‘estão me apagando’, quando simplesmente ela não quer se submeter”.

Problema nacional

O impasse ganhou dimensão nacional depois que a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL) passou a defender publicamente o nome de Priscila para o Senado, enquanto o senador Flávio Bolsonaro (PL) apoiou a pré-candidatura de Alcides Fernandes, pai de André. A divergência provocou um desgaste interno no partido e acabou tendo como uma das consequências a saída de Michelle da presidência nacional do PL Mulher.

Desde então, a direção estadual manteve Alcides como o nome da legenda para a disputa ao Senado. A posição foi reforçada durante o evento realizado em Fortaleza no último dia 10, quando o pré-candidato à presidência pelo partido, senador Flávio Bolsonaro (PL), participou do lançamento da pré-candidatura do deputado estadual à Casa Alta.

Na ocasião, o partido apresentou seus pré-candidatos ao Congresso Nacional e à Assembleia Legislativa, sem incluir Priscila entre os nomes anunciados.

Mesmo com o evento do dia 10, a vereadora tem sustentado que sua pré-candidatura ao Senado surgiu antes mesmo da consolidação da aliança entre o PL e o grupo do ex-governador Ciro Gomes (PSDB).

Em entrevista recente, Priscila afirmou que, em reunião realizada em Brasília com André Fernandes, ainda antes de ele assumir o comando do partido no Ceará, ambos concordavam que a legenda lançaria dois candidatos ao Senado: ela e Alcides Fernandes.

Segundo a parlamentar, o entendimento mudou apenas depois que foi firmada a aliança eleitoral com Ciro Gomes, reduzindo o espaço do PL na chapa majoritária e levando o partido a concentrar sua indicação para o Senado no nome de Alcides.

Campanha na rua

Questionada sobre o cenário atual do partido, Dra. Silvana afirmou que a militância já aguarda o início oficial da campanha e disse que o partido está mobilizado para as convenções, que estão marcadas para esta quarta-feira (22).

“Estamos muito animados, todos felizes, querendo fazer uma grande campanha. Estamos só aguardando a oficialização que vai ser dia 22, já tá em cima. Estamos todos já preparados aqui para botar a campanha na rua.”

Fonte Matéria

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