A cerca de dois meses do início do período para os partidos oficializarem seus candidatos nas eleições e a pouco mais de quatro meses do dia do pleito, o Ceará já conta com sete nomes que se apresentam para a disputa ao Governo do Estado.
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Atual governador, Elmano de Freitas (PT) é pré-candidato à reeleição. Apesar de evitar adiantar o debate eleitoral e apontar como prioridade as ações da gestão estadual, o petista confirma que buscará um segundo mandato para seguir no comando do Poder Executivo estadual. A reeleição de Elmano é uma das prioridades do PT no Nordeste. O Ceará – que tem Governo do Estado e prefeitura da capital comandados por petistas – é estratégico para o partido, sendo importante também para a reeleição do presidente Lula (PT).
O grupo governista rebate as especulações sobre a possibilidade de o ex-ministro e senador Camilo Santana (PT) ser o candidato da situação. Segundo Elmano, Camilo e Cid Gomes (PSB) serão os coordenadores de sua campanha.
O governador tem uma base ampla de partidos aliados. Integram esse grupo o próprio PT, além de PSB, PSD, MDB e o Republicanos. Também estão na aliança PCdoB e PV, que compõem a Federação Brasil da Esperança.
Em tratativas mais recentes, também aderiram à base PDT, Podemos e a Federação Renovação Solidária, composta por PRD e Solidariedade. Lideranças do PP e do União Brasil também apoiam a reeleição de Elmano, apesar de a federação formada por esses dois partidos ter definido alinhamento a Ciro Gomes (PSDB).
Na oposição, o tucano aparece como o principal adversário de Elmano. Ciro Gomes confirmou no último sábado (16) sua pré-candidatura a governador, durante ato político em Fortaleza, depois de cogitar ir novamente para uma candidatura presidencial.
O ex-governador articulou uma frente que inclui de antigos aliados, como o ex-senador Tasso Jereissati (PSDB), a novos, como o deputado federal André Fernandes (PL) e o presidente estadual da Federação União Progressista, Capitão Wagner (União).
Ciro deve ter na sua coligação, além do PSDB, a federação de União Brasil e PP, além do PL. Outros partidos como DC, Avante e Cidadania também declararam apoio ao tucano.
DA DIREITA À ESQUERDA, CONFIRA OUTRAS PRÉ-CANDIDATURAS
A oposição do Ceará ainda tem outros dois pré-candidatos ao Governo do Estado. O senador Eduardo Girão (Novo) foi um dos primeiros a declarar participação na eleição estadual. Opositor do PT, Girão também critica Ciro Gomes e o apoio do PL ao ex-presidenciável, apresentando-se como o candidato que representa verdadeiramente o campo da direita.
O senador do Novo realizou no último sábado (16) o quarto evento regional para lançar sua pré-candidatura, em Quixadá, após passar por Fortaleza, Juazeiro do Norte e Sobral.
Também do campo da direita, o Delegado Huggo Leonardo (Missão) decidiu entrar na disputa pelo Governo do Estado. Delegado afastado da Polícia Civil do Ceará e policial militar da reserva, ele inicialmente seria candidato ao Senado, mas mudou de ideia após aceitar proposta de Renan Santos, pré-candidato a presidente da República do Missão, para concorrer a governador.
Também se apresentou para a eleição de governador o ex-diretor-geral do Hospital Regional do Cariri (HRC), Giovanni Sampaio. Ele trocou o Republicanos pelo PRD neste ano, colocando o nome à disposição da nova legenda. O PRD do Ceará é hoje ligado ao grupo político do deputado federal Júnior Mano (PSB). Apresentando-se como opositor de Ciro Gomes, Giovanni já prometeu “desmascarar” o tucano quando chegar o período eleitoral.
Já o campo da esquerda apresenta ainda outros nomes como pré-candidatos a governador do Ceará. O PSOL anunciou o professor Jarir Pereira (Psol) para a disputa. Ele é membro da executiva da sigla, integrante da direção do Sindicato APEOC e professor da rede estadual de ensino. No Ceará, há lideranças do PSOL que defendem uma aproximação maior com o PT, enquanto outras defendem uma posição de independência. O partido está em uma federação com a Rede Sustentabilidade.
Outro pré-candidato ao governo estadual é Zé Batista (PSTU). A legenda lançou o nome do sindicalista em março, defendendo uma alternativa tanto ao PT como à “extrema direita”, em âmbito nacional e local.
NOMES OFICIALIZADOS NAS CONVENÇÕES PARTIDÁRIAS
Conforme o calendário eleitoral de 2026, os partidos e federações devem oficializar seus candidatos aos cargos que serão disputados neste ano no período entre 20 de julho e 5 de agosto, durante as convenções partidárias.
Este será o momento de as legendas confirmarem ou não os nomes que se apresentam atualmente. Nas convenções, também serão definidas as coligações das quais as siglas irão participar.


