Cristiano Ronaldo deixou a concentração da seleção portuguesa em Copenhague, na Dinamarca, após uma última tentativa de Jorge Jesus e Pedro Proença de convencê-lo a permanecer com o elenco. Segundo o jornal espanhol Marca, o treinador e o presidente da Federação Portuguesa de Futebol acompanharam o atacante até o aeroporto, mas não conseguiram fazê-lo mudar de ideia.
Após deixar o centro de treinamento, o jogador seguiu para o hotel, onde recolheu seus pertences. Na sequência, um avião particular partiu de Madri com destino à capital dinamarquesa para buscá-lo. A aeronave chegou ao local por volta das 22h15 (17h15 de Brasília).
No aeroporto, Jorge Jesus e Pedro Proença conversaram com o camisa 7 em uma última tentativa de reverter a decisão. Ronaldo, no entanto, manteve sua posição, recusou os argumentos apresentados e embarcou no jato, que pouco depois decolou de volta para Madri. O treinador e o dirigente permaneceram na Dinamarca.
Desentendimento nos bastidores
A saída do atacante ocorre em meio à repercussão do episódio envolvendo Jorge Jesus. De acordo com o jornalista Edu Aguirre, amigo de Cristiano Ronaldo, o treinador pediu desculpas ao jogador em particular após deixá-lo aquecendo por aproximadamente 30 minutos sem utilizá-lo na partida.
Ainda segundo Aguirre, Jorge Jesus teria prometido fazer um pedido público de desculpas, mas a mudança de postura do técnico diante da situação teria provocado um sentimento de traição em Ronaldo. O episódio contribuiu para o desgaste na relação entre os dois e antecedeu a decisão do atacante de deixar a concentração portuguesa.
(Por Henry Klayver, estagiário sob supervisão de editores)


