O candidato ao Governo do Ceará, Ciro Gomes (PSDB), afirmou nesta quinta-feira (10), em Santa Quitéria, que pretende descentralizar as ações culturais do Estado em uma eventual gestão e levar para municípios do interior atrações de artistas nacionais que, segundo ele, já foram realizadas gratuitamente em outras ocasiões. A proposta foi apresentada durante caminhada no município, onde o candidato também falou sobre a criação de um birô para orientar artistas e coletivos na busca por recursos e projetos de fomento.
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Ciro defendeu que a política cultural não fique concentrada em Fortaleza. “Todos os grandes artistas brasileiros foram trazidos gratuitamente para o povo cearense ter a possibilidade de deleitar-se sem precisar pagar ingressos, que na vida hoje de retorno comercial é exclusiva para quem é rico. E isso vai ser replicado com muito mais esforço, porque nós precisamos descentralizar isso para além da capital”, afirmou.
O tucano disse que uma eventual gestão também buscaria ampliar o acesso de artistas regionais a mecanismos de financiamento e capacitação. Para isso, propôs a criação de um birô de “capacitação e assessoramento” voltado a artistas que tenham projetos ou ideias na área cultural. Segundo Ciro, a estrutura teria a função de auxiliar quem encontra dificuldades para elaborar projetos e acessar recursos públicos.
O candidato também colocou a transparência na seleção de projetos entre as mudanças que pretende fazer no setor. Ciro criticou a gestão dos recursos destinados à cultura durante o governo de Elmano de Freitas (PT) e afirmou que a área teria sido “privatizada”. “Nós precisamos primeiro moralizar, porque a cultura do Ceará foi privatizada. Meio bilhão de reais foi entregue pelo governo Elmano para uma entidade privada que é governada, que é dirigida pelo filho do Eudoro Santana, irmão do Camilo Santana, e isso acabou privatizando a eleição e a escolha de quais expressões artísticas vão ser ou não fomentadas”, afirmou.
Na proposta apresentada para uma eventual gestão, Ciro também relacionou a cultura à geração de emprego e renda. O candidato citou a chamada economia criativa e defendeu que artistas e manifestações culturais do Ceará sejam preparados para alcançar públicos fora do Estado. Ao falar sobre o conceito de cultura, Ciro também incluiu manifestações que vão além das produções artísticas. Ele citou a culinária e o artesanato como expressões que, na avaliação dele, fazem parte da identidade cultural cearense.


