O governo do Chile decretou zona de catástrofe e estado de emergência na região metropolitana de Santiago, capital do país, após fortes chuvas provocarem enchentes e deslizamentos de terra. O temporal deixou seis pessoas feridas, danificou milhares de residências e levou à retirada de moradores de áreas consideradas de risco.
Entre os feridos está uma criança de um ano, que sofreu fratura em uma das pernas. Diante do risco de novos estragos, o Serviço Nacional de Prevenção e Resposta a Desastres do Chile (Senapred) emitiu alerta vermelho para dez municípios localizados em áreas montanhosas da região metropolitana.
Dados divulgados pelo governo chileno apontam que mais de 2,3 mil residências foram afetadas pelas chuvas. Além disso, 118 pessoas sofreram consequências diretas das enchentes. Segundo o Corpo de Bombeiros de Santiago, aproximadamente 200 hectares de terreno foram atingidos pelo acúmulo de lama e barro.
A comuna de Las Condes, considerada uma das áreas nobres da capital chilena, está entre as localidades mais afetadas. A força da água e o volume de lama provocaram danos em imóveis residenciais e estabelecimentos comerciais.
Chuvas e risco de novos deslizamentos
O volume de precipitação registrado em outubro chamou a atenção das autoridades chilenas. O período foi apontado como o mais chuvoso no país em sete décadas, cenário associado à influência de um episódio intenso do fenômeno climático El Niño.
As autoridades mantêm o monitoramento das áreas vulneráveis diante da possibilidade de novos impactos. Os alertas buscam orientar a população sobre os riscos de enchentes e deslizamentos, especialmente em localidades próximas a encostas e regiões montanhosas.
A declaração de zona de catástrofe permite ao governo adotar medidas emergenciais para enfrentar os danos provocados pelas chuvas e prestar assistência às comunidades afetadas.


