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PF investiga incêndio na UFPE, e reitor estima prejuízo em R$ 100 milhões

A Polícia Federal (PF) vai instaurar inquérito para investigar o incêndio que atingiu, nessa quarta-feira (7), um prédio no campus da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), no Recife, onde funcionavam vários laboratórios na área de fármacos, informática e genética. Em nota, a PF informa que uma equipe se deslocou para a UFPE para iniciar a perícia.A corporação não informou se o incêndio foi acidental ou criminoso. “Todos os fatos que forem trazidos oficialmente para dentro das investigações serão alvos de análise”, afirma. Esse é o terceiro incêndio na UFPE em pouco mais de uma semana. No dia 30 de setembro, um incêndio atingiu um laboratório do Departamento de Física.A suspeita da Universidade é a de que o fogo tenha começado em uma câmara de alta temperatura usada no aquecimento de substâncias. No domingo (4), outro incêndio foi registrado no laboratório de Citogenética e Evolução Vegetal, no Centro de Biociências, atingindo freezer e ar-condicionado. Não houve feridos. A instituição trata os casos como ocorrências de pequeno porte.O reitor Alfredo Macedo Gomes disse que o prejuízo é de R$ 100 milhões e fala em perda irreparável para a ciência. Ele afirma desconhecer as causas do incêndio. O local era o antigo edifício da Diretoria de Inovação e Empreendedorismo e também já havia abrigado o restaurante universitário.“Nós perdemos o andar superior completamente. Estimamos em termos de equipamentos, insumos e material de maneira geral, uma aproximação de R$ 100 milhões. Outra grande perda do laboratório foram as pesquisas, em torno de 80 dissertações e teses de doutorado. Perda irreparável porque dados de 20 anos de pesquisa eram também guardados nos espaços”, lamentou.Ainda segundo o reitor, instâncias internas também foram acionadas para investigar o episódio. Ele disse que a infraestrutura do prédio será analisada, mas as unidades deverão funcionar em novo espaço. Gomes acrescentou que havia manutenção e revisão regular da unidade e que nunca houve notificação de situação de risco anteriormente. “Mas claro que era um prédio antigo.”

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