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Elmano sai da eleição com mais de 50% de aliados dentro da Alece

A composição da Assembleia Legislativa do Ceará (Alece) passa a atuar em 2027 majoritariamente com partidos alinhados à esquerda ou à centro-esquerda: PSB, PSOL e PT, que dividem 26 dos 46 assentos da Casa. O PSB de Eudoro Santana e Cid Gomes, presidente e vice-presidente estaduais, respectivamente, concentra 13 lugares e segue como maior bancada da Casa, a caminho de se manter na presidência com a reeleição do deputado estadual Romeu Aldigueri. O PT permanece como segundo, assim como vai terminar a atual legislatura, com 11 cadeiras, e o PSOL vai a dois lugares, com as eleições de Gabriel Biologia e Leo Suricate.

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Elmano, Romeu, que deve ser reeleito presidente da Alece, Camilo e Cid | Foto: Reprodução / Redes sociais

Os demais espaços trazem a direita de Jair Bolsonaro (PL) e Flávio Bolsonaro, como o terceiro maior partido, com 6 mandatos. Dentro de uma direita moderada, o PSDB alcançou 3 vitórias. Fora do espectro de polarização, a Casa soma partidos considerados do chamado Centrão, aglomerado tido como flutuante dentro dos parâmetros da política em âmbito nacional, nos demais locais: PSD, União Brasil, Republicanos, PP, PV, Solidariedade e MDB, com respectivamente 3; 2; 2; 1; 1; 1; e 1 cadeiras. Com base no arco de aliança composto para a reeleição do governador Elmano de Freitas (PT), alcançada no último domingo (4), é possível estipular o tamanho da base governista na Alece a partir de 2027: 33 aliados.

PSOL em 2027
O acordo para a retirada da pré-candidatura do PSOL ao Governo do Estado, com Professor Jarir, não está no combo que ampliou a coalizão de Elmano para o pleito deste ano, razão pela qual ainda não é possível precificar se o PSOL vai compor a bancada governista no Estado. Na face oposta, o aglomerado de adversários ficará com 11 estaduais, caso o União Brasil permaneça, como na atual legislatura, como oposição. O União Brasil Ceará manifestou, até o início da campanha, apoio explícito a Elmano, por meio de filiados à legenda e integrantes de uma das famílias políticas mais poderosas do Ceará, a dos Rodrigues.

Oscar e Moses Rodrigues, nesta ordem prefeito de Sobral e deputado federal reeleito, no entanto mantiveram silêncio sobre um racha sustentado até, pelo menos, o início de agosto, que teve de um lado vínculo de apoio ao senador Camilo Santana (PT) e do outro Capitão Wagner, presidente da Federação União Progressista (Federação UPB), da qual o União Brasil faz parte, junto com o PP de Zezinho Albuquerque, aliado direto de Camilo e Elmano e reeleito deputado estadual no domingo. Capitão Wagner foi candidato ao Senado neste pleito, mas restou derrotado por Luizianne Lins (Rede) e Cid, ambos da aliança do governador reeleito. 

Na Câmara
Na Câmara dos Deputados, a composição entre oposição considerando PSB e PT de um lado e PL tem comportamento semelhante no recorte de robustez de apoio a Elmano a partir do ano que vem. As duas primeiras siglas, juntas, alcançaram 7 cadeiras, ao passo em que o PL ficou com 4. PSD, MDB, PRD, Solidariedade, Republicanos terão, cada um, 3; 2; 1; 1; e 1, respectivamente. O cenário da Federação UPB, no entanto, fica divergente do da Alece, já que o PP tem 1 apoio declarado a Elmano, o de AJ Albuquerque, e 1 de oposição declarada, Danilo Forte. 

“Fechados com Elmano” na Alece
PSB: 13 deputados
PT: 11 deputados
PSD: 3 deputados
Republicanos: 2 deputados
Solidariedade: 1 deputados
PP: 1 deputado
PV: 1 deputado
MDB: 1 deputado

Fonte Matéria

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