O Brasil encerrou sua participação na 62ª edição do Mr. Olympia, na madrugada deste sábado (27), em Las Vegas, nos Estados Unidos, com um resultado histórico. A delegação conquistou dois títulos e oito pódios, estabelecendo um novo recorde de medalhas em uma única edição da principal competição do fisiculturismo mundial. A marca supera os sete pódios registrados em 2023 e 2025.
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Eduarda Bezerra e Natalia Abraham Coelho foram as principais responsáveis pelos títulos brasileiros. As duas defenderam seus troféus e conquistaram o bicampeonato consecutivo. Natalia chegou ao terceiro título no Olympia, já que também havia sido campeã em 2022. Na Wellness, Duda ampliou a hegemonia brasileira: nas seis edições em que a categoria esteve presente, o título sempre ficou com uma atleta do país. Isa Pereira Nunes repetiu o segundo lugar de 2025. Na Women’s Physique, Natalia superou Zama Benta, que ficou com a prata. As duas categorias tiveram dobradinhas brasileiras.
Ramon Dino, por outro lado, não conseguiu repetir o título de 2025. O acreano iniciou a disputa da Classic Physique como um dos favoritos ao bicampeonato, mas perdeu rendimento durante as comparações e terminou na terceira colocação. O britânico Niall Darwen foi campeão, enquanto o alemão Mike Sommerfeld ficou com o vice.
Ao todo, o Brasil conquistou dois ouros, quatro pratas e dois bronzes. Lucas Garcia foi vice-campeão da 212, superado pelo norte-americano Keone Pearson, que conquistou o tetracampeonato. Gabriela Queiroz ficou com a prata na estreia da categoria Fit Model no programa do evento, enquanto Leyvina Barros conquistou o bronze na Women’s Bodybuilding pelo segundo ano consecutivo.
Com os títulos de Duda e Natalia, o Brasil chegou a 18 troféus na história do Mr. Olympia. Esta foi a quarta vez que o país conquistou pelo menos dois títulos em uma mesma edição. O recorde de ouros em um único ano permanece com 2025, quando Ramon Dino, Eduarda Bezerra e Natalia Abraham Coelho foram campeões.
Além do recorde de pódios, o Brasil também colocou dez atletas entre os cinco primeiros de suas categorias, considerando os quarto e quinto lugares, que também recebem medalhas e premiação em dinheiro. O número iguala as marcas de 2024 e 2025 e fica atrás apenas de 2023, quando 11 brasileiros terminaram no top-5. Com uma delegação de 50 atletas, o país ficou atrás apenas dos Estados Unidos em número de pódios, enquanto a Grã-Bretanha teve mais títulos, com três ouros.


