A falta de doador pediátrico é um grande desafio para pacientes que precisam de transplante, segundo o médico Eduardo Antunes da Fonseca, diretor do Departamento de Transplante Hepático do Sírio-Libanês. Apenas cerca de 2% das notificações de doador falecido se referem a crianças. O peso e a altura precisam ser compatíveis para que o órgão caiba no receptor.Para Fonseca, doar um órgão é se ver no lugar do outro. “Pense no outro lado, coloque-se no lugar da outra pessoa. A doação de órgãos é o momento mais profundo da relação entre os seres humanos. Não existe uma conexão maior”, afirma.De acordo com o Ministério da Saúde, entende-se por doador vivo a pessoa maior de idade, juridicamente capaz, saudável e que concorde com o transplante, desde que não prejudique a própria saúde. É possível doar um dos rins e parte do fígado, da medula ou dos pulmões. Compatibilidade sanguínea é necessária. O médico também deve avaliar a história clínica e as doenças prévias do voluntário.O doador morto é aquele com morte encefálica ou causada por parada cardíaca. Ele pode doar órgãos (rins, coração, pulmão, pâncreas, fígado e intestino) e tecidos (córneas, válvulas, ossos, músculos, tendões, pele, cartilagem, medula óssea, sangue do cordão umbilical, veias e artérias).


