O estado de São Paulo enfrenta um cenário de atenção máxima na saúde pública. Dados divulgados pela Secretaria Estadual da Saúde confirmam que, desde o início do ano, foram registrados 58.683 casos de dengue em todo o território paulista. A doença já fez 42 vítimas fatais, número que corre o risco de avançar nas próximas semanas, visto que outras 30 mortes seguem sob investigação técnica pelas equipes de epidemiologia.Do total de diagnósticos confirmados até o momento, a grande maioria, 57.402 registros, refere-se à forma mais comum da infecção. Contudo, as estatísticas acendem o sinal de alerta para o agravamento do quadro clínico em uma parcela expressiva dos pacientes. Foram contabilizados 1.180 casos de dengue com sinais de alarme, condição que inclui sintomas de maior gravidade como dores abdominais intensas, vômitos e sangramento de mucosas. Além disso, 101 pacientes desenvolveram dengue grave.Paralelamente aos diagnósticos positivos, o trabalho de monitoramento já descartou mais de 297 mil suspeitas da enfermidade em todo o estado. Por outro lado, 7.256 notificações continuam em análise, pendentes de exames laboratoriais ou da conclusão de critérios clínico-epidemiológicos para fechar o diagnóstico.Entre os municípios paulistas, Taubaté desponta como a cidade com a maior quantidade de mortes decorrentes da arbovirose. O pacote de providências inclui a identificação de regiões prioritárias de contágio, o fortalecimento das salas de situação e a oferta de apoio técnico às prefeituras para organizar a vigilância epidemiológica e a rede de atendimento prestada à população.


