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Vitória ou derrota da AfD no fimde semana preocupa polícia alemã

Com ou sem vitória histórica, a AfD, os militantes e opositores preocupam a Polícia alemã neste fim de semana. No domingo (6), a eleição estadual em Saxônia-Anhalt, no leste do país, pode alçar o partido de extrema direita ao poder, fato inédito no pós-guerra. Autoridades aguardam protestos e não descartam atos violentos em qualquer resultado.
Concorre para a situação a semana repleta de suspeitas de sabotagem pelo país, em meio a uma disputa diplomática entre Alemanha e Rússia. Nessa quinta-feira (3), uma delas provocou a evacuação do principal terminal do aeroporto de Berlim.
A legenda lidera há meses as pesquisas de intenção de voto, com mais de 40% das preferências, o que projeta a obtenção de uma maioria ou quase maioria das cadeiras do Parlamento, na capital Magdeburgo. Para as autoridades, o problema está justamente nesse cenário de quase sucesso, provável até aqui segundo os levantamentos.
Como os outros partidos se recusam a trabalhar com a AfD nas Casas Legislativas alemãs, o chamado Brandmauer (firewall), a legenda só conseguiria indicar um ministro-presidente, a designação local para governador, se alcançar mais do que a metade das cadeiras. Se a maioria não for alcançada, o partido, ao que tudo indica, alegará que houve fraude, estratégia importada de populistas de outros países, como o presidente americano, Donald Trump. Tino Chrupalla, colíder da AfD, alegou nos últimos dias que votos de idosos hospedados em casas de repouso enviados pelo correio teriam sido manipulados.
A comissão eleitoral da Saxônia-Anhalt não viu fundamento na denúncia, mas o movimento do partido, segundo a polícia, vislumbra o pior cenário imaginado: protestos de apoiadores e potencial para mobilizar integrantes de grupos neonazistas violentos. Ulrich Siegmund, principal nome da AfD na eleição e cotado para a vaga de governador, declarou no último fim de semana que respeitaria o resultado das urnas. Pediu aos militantes, porém, que comparecessem aos locais de apuração para fiscalizar as contagens. “Confiança é bom, mas controle é melhor”, declarou o candidato.
Segundo as leis estaduais, comparecer às sessões de votação e apuração é um direito dos eleitores, desde que não provoquem confusão. A convocação também preocupa a Polícia.

Fonte Matéria

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