O senador Flávio Bolsonaro (PL), candidato à Presidência, afirmou na manhã desta quinta-feira (20) que o caso ‘Dark Horse’ é “página virada” e disse que quem deve explicações é o presidente Lula (PT) e seu filho, Lulinha. Perguntado sobre a prestação de contas do filme, que recebeu R$60 milhões de Daniel Vorcaro, do Banco Master, Flávio afirmou que o material já foi vazado e que “estava tudo certinho”. O filho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) sugeriu que Lula tinha a intenção de usar o Banco Central para beneficiar Vorcaro e citou Lulinha, atingido pelas investigações do escândalo do INSS.“Por que o futuro dele está na Suíça, e não no Brasil?”, disse o candidato, em referência a mensagens reveladas pelo site Metrópoles em que a empresária Roberta Luchsinger diz a Lulinha que o futuro deles é no país europeu. Flávio visitou o mercadão de São Miguel, na zona leste de São Paulo, na primeira agenda pública na cidade após a confirmação da candidatura. Esteve acompanhado pelo prefeito Ricardo Nunes (MDB), que tem ajudado a organizar eventos na capital. O senador cumprimentou e tirou fotos com apoiadores. Ao lado de Nunes, levantou uma peça de picanha, em uma crítica a Lula, que usou como mote de sua campanha eleitoral em 2022 a promessa de que o povo iria voltar a comer a carne.Questionado sobre o influenciador Pablo Marçal (PRTB), que registrou candidatura à Presidência apesar de estar inelegível, Flávio disse que ele é um “cara do bem, preparado, e acho que bem intencionado”. Nunes, com quem Marçal disputou a prefeitura em 2024, disse que cristãos precisam perdoar e reforçou a necessidade de união pelo Brasil. Antes da visita, dezenas de manifestantes protestaram e levaram cartazes contra Flávio e o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos). Em um dos cartazes, o filho de Jair Bolsonaro (PL) apareceu como “Wally” (de “Onde está Wally?”), com a pergunta “Onde estão os R$ 61 milhões?”, em referência ao pagamento de Daniel Vorcaro, do Banco Master, para o filme Dark Horse.


