Com graves problemas de saúde, o prefeito Fuad Noman foi intubado nesta sexta (Rodrigo Clemente/PBH/Divulgação)
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A política em Belo Horizonte, quarta capital mais importante do país — com orçamento estimado para o ano em 23 bilhões de reais –, vive uma situação singular neste início de 2025.
No papel, a cidade é governada por Fuad Noman o prefeito eleito, que assumiu o mandato no dia primeiro de forma virtual, diretamente do hospital onde está internado para tratar de sérios problemas de saúde.
Logo depois de assumir, Noman, do PSD, sofreu um quadro de insuficiência respiratória aguda e está intubado no hospital. Como o prefeito não passou o cargo ao vice, Álvaro Damião, do União Brasil, a gestão é tocada por auxiliares de Fuad.
O problema é esse. O novo governo atravessa um momento crucial para a gestão da cidade. A montagem da atual administração e o estabelecimento de suas prioridades não passam, hoje, nem pelo titular, impedido no hospital, nem pelo vice, que não assumiu o cargo na impossibilidade do titular.
Fuad Noman participou à distância da posse na última quarta porque ainda se recupera do tratamento de um câncer. Os médicos haviam recomendado que ele não participasse de eventos por causa do risco de infecções.
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Na posse, tanto o próprio prefeito quanto o vice dele, Álvaro Damião, do União Brasil, desconversaram sobre a possibilidade de afastamento de Fuad Noman, segundo registrou a BandNews FM.
“Eu não dou opinião sobre o afastamento dele. Isso é entre ele, a família e o corpo médico dele. O que ele pode ter certeza é que eu estou aqui para ajudá-lo da forma como achar que deve ser feito”, disse o vice.




