Um pedido de impeachment apresentado pela oposição contra o presidente da Coreia do Sul, Yoon Suk Yeol, fracassou neste sábado, 7, no Congresso do país depois que membros do Partido do Poder Popular (PPP), do qual o mandatário faz parte, boicotaram a votação.
Mais cedo, ele havia feito um pronunciamento televisionado à nação para se “desculpar” por ter decretado a lei marcial na última terça-feira, 3, que logo foi rejeitada pelo Parlamento sul-coreano. Segundo a Reuters, Yoon afirmou que a decisão foi motivada por desespero e apresentou suas “sinceras desculpas ao povo que ficou chocado”, prometendo em seguida que não haveria uma segunda tentativa de adotar a medida extrema, que suspende direitos da população.
O presidente também afirmou que seu partido estará encarregado de estabilizar a situação política no futuro, incluindo a questão do seu mandato.
Para ser aprovado, o pedido de impeachment precisava ser apoiado por pelo menos oito membros do partido de Yoon para atingir o limite necessário de dois terços na Assembleia Nacional. A oposição tem 192 dos 300 membros do Parlamento, enquanto o PPP tem 108. Após a moção de impeachment falhar, adversários do mandatário prometeram apresentar outra na próxima quarta-feira, que poderá ser votada sábado seguinte.
Nesta sexta, o chefe do partido governista, Han Dong-hoon, que antes havia se manifestado contra um possível impeachment do presidente, defendeu a suspensão “imediata” dos seus poderes constitucionais, depois de receber o que chamou de “evidências credíveis” de que o líder sul-coreano ordenou a prisão de políticos sob acusações de “atividades antiestatais” durante o curto período em que a lei marcial imposta na noite de terça-feira estava em vigor.


