A Justiça Eleitoral manteve a prisão preventiva dos três vereadores de Sobral alvos da Operação Omertà. A decisão foi tomada em audiência de custódia realizada de forma online na tarde desta quarta-feira (12).
Siga o canal do CN7 no WhatsApp
Tiveram a prisão mantida os parlamentares Mário Vicktor (União), Junim do Povo (Podemos), e Carlos do Calisto (PSB). Segundo a Justiça, as prisões preventivas foram homologadas e os três devem continuar detidos.
Além dos vereadores, a audiência de custódia homologou as prisões dos outros investigados detidos na operação. Ao todo, sete das 14 prisões preventivas decretadas já foram executadas. A audiência contou com a participação do promotor eleitoral Igor Pinheiro, coordenador do Grupo Auxiliar Eleitoral (GAEL), que se manifestou pela manutenção das prisões.
A Operação Omertà foi deflagrada na terça-feira (11) e é conduzida pela Força Integrada de Combate ao Crime Organizado (FICCO) no Ceará, em conjunto com o Ministério Público Eleitoral (MPE), por meio da 3ª Promotoria Eleitoral e do Grupo Auxiliar Eleitoral (GAEL).
A investigação apura a suposta atuação de organização criminosa com influência nas eleições de 2024 e 2026 em Sobral. Os investigados poderão responder por crimes como organização criminosa, extorsão, lavagem de dinheiro, corrupção e impedimento ao exercício da propaganda eleitoral.
Segundo as forças de segurança, foram cumpridos 25 mandados de busca e apreensão, 14 mandados de prisão preventiva e cinco medidas de afastamento cautelar de cargos públicos.
Além das prisões, os três vereadores foram afastados dos mandatos por 180 dias. No mesmo período, também foram afastados um assessor jurídico e um policial militar.
Siga o canal do CN7 no Telegram
O caso segue sob investigação.


