O primeiro-ministro de Israel, Binyamin Netanyahu, afirmou nesta segunda-feira (6) que o ataque à maior instalação petroquímica do Irã, localizada no sul do país, faz parte de um esforço para desmontar a “máquina de financiamento” da Guarda Revolucionária.
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“O Irã já não é o mesmo, e Israel já não é o mesmo. Israel está mais forte do que nunca, e o regime terrorista no Irã está mais fraco do que nunca”, disse o premiê em um vídeo gravado.
Tel Aviv afirmou ter atingido o complexo que atende ao campo de Pars do sul, a maior reserva de gás natural do mundo. Ataques também atingiram outro complexo petroquímico próximo à cidade de Shiraz, segundo autoridades locais.
Netanyahu também disse ter agradecido ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, pela operação de resgate do tripulante do jato americano que foi atingido na sexta-feira (3) por defesas iranianas. O primeiro-ministro disse que Israel prestou assistência ao seu aliado.
“Ele vê Israel como um aliado forte, determinado e vigoroso, lutando lado a lado com os Estados Unidos”, completou. “Juntos, continuaremos a esmagar o regime terrorista do Irã.”
Trump tem alertado repetidamente Teerã de que pode ampliar os ataques para incluir infraestrutura civil, como usinas de energia e pontes. Na reta final de mais um ultimato dado pelo presidente americano, os rivais sugerem que não será fácil chegar a um acordo para encerrar o conflito.
O Irã afirmou que a guerra continuará até quando for preciso e ofereceu aos Estados Unidos dez pontos para negociar, incluindo um acordo para o uso de Hormuz, o fim das sanções econômicas ao país e provisões para a reconstrução do país. Teerã rejeitou uma trégua provisória, pedindo uma solução definitiva para os conflitos na região.
Segundo Trump, o prazo é final e não negociável. Ele voltou a citar a necessidade de Teerã ser impedida de desenvolver armas nucleares, indo e voltando nas suas motivações a cada fala sobre o tema. O republicano disse que os rivais tiveram “um tiro de sorte” ao derrubar um caça F-15 dos EUA e que vão “pagar um grande preço”.
(Folhapress)


