A Câmara dos Deputados encerrou, nesta quarta-feira (30), a segunda fase da votação da regulamentação da Reforma Tributária. O ponto alto do debate foi a possível criação de uma proposta para tributar grandes fortunas, mas acabou sendo rejeitada.
A emenda, defendida por partidos como PSOL e Rede, visava implementar uma alíquota progressiva, a partir de 0,5% ao ano, sobre patrimônios superiores a R$ 10 milhões, mas foi rejeitada com 262 votos contrários e 136 a favor. A bancada cearense se dividiu em relação à proposta.
Dos presentes, 8 votaram a favor e outros 8 votaram contra a proposta. Seis deputados cearenses não participaram da discussão.
A segunda parte da regulamentação da reforma tributária cria o Comitê Gestor e de Distribuição da Receita do Imposto sobre Bens e Serviços (IBS). O grupo vai administrar o IBS, tributo estadual a ser criado pela reforma tributária para substituir o ICMS (estadual) e o ISS (municipal). O projeto, aprovado no plenário, foi relatado pelo deputado cearense Mauro Filho (PDT).
Veja como votaram os deputados cearense
A favor do imposto sobre grandes fortunas
André Figueiredo (PDT-CE)
Eduardo Bismarck (PDT-CE)
Idilvan Alencar (PDT-CE)
José Airton (PT-CE)
José Guimarães (PT-CE)
Luizianne Lins (PT-CE)
Mauro Benevides Filho (PDT-CE)
Robério Monteiro (PDT-CE)
Contra a criação do imposto sobre grandes fortunas
Danilo Forte (União-CE)
Dayany Bittencourt (União-CE)
Eunício Oliveira (MDB-CE)
Fernanda Pessoa (União-CE)
Luiz Gastão (PSD-CE)
Tadeu Oliveira (PL-CE)
Dr. Jaziel (PL-CE)
Dra. Mayra Pinheiro (PL-CE)
Não participaram da votação
AJ Albuquerque (PP-CE)
Matheus Noronha (PL-CE)
Moses Rodrigues (União-CE)
Yury do Paredão (MDB-CE)
Célio Studart (PSD-CE)
Domingos Neto (PSD-CE)
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