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Ação do PDT de André Figueiredo pede que STF mude cálculo das sobras eleitorais

Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) protocolada no Supremo Tribunal Federal (STF) que está nas mãos do ministro Gilmar Mendes pode alterar a forma de cálculo das chamadas sobras partidárias das eleições deste ano de maneira a beneficiar lideranças locais que restaram sem vitória para a Câmara dos Deputados, como os então candidatos André Figueiredo (PDT), que concorreu à reeleição, e Renato Roseno (PSOL), deputado estadual que concorreu a uma das 22 vagas de federal da bancada cearense.

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As sobras partidárias são as vagas não preenchidas pelos critérios do sistema proporcional, o que elege deputados, cujo cálculo se dá pela divisão do número de votos válidos pelo número de lugares a preencher em cada circunscrição eleitoral.

Com a dinâmica, candidatos que tiveram votações expressivas acabam não se elegendo e sendo “engolidos” por candidatos com menos votos filiados a partidos maiores.

Decisão da Suprema Corte em julgamento relacionado ao pleito de 2022, e que, para o STF, passou a valer do pleito em diante, criou o entendimento de que todos os partidos políticos podem participar da última fase de distribuição das sobras eleitorais, visão que abre caminho para beneficiar novamente legendas desfavorecidas pelo cálculo criado com a reforma eleitoral de 2021. A ação foi apresentada no último dia 22.

No início desta semana, o relator, Gilmar Mendes, oficiou as presidências do Senado e da Câmara dos Deputados solicitando informações que possam contribuir para a formação do seu ponto de vista como responsável por uma decisão, assim como a presidência da República.

“A fim de instruir o processo em epígrafe, nos termos do(a) despacho/decisão de reprodução anexa, solicito a Vossa Excelência informações, no prazo de 10 (dez) dias, sobre o alegado na petição inicial e seu aditamento, cujas cópias acompanham este expediente”, afirma o documento em que Gilmar Mendes pede manifestação do presidente Lula (PT).

O ministro à frente do caso também pediu que a Advocacia Geral da União (AGU) se pronuncie, assim como a Procuradoria Geral da República (PGR). O PDT, no processo, pede também uma cautelar (medida de urgência) que invalide, até um eventual julgamento em plenário, as regras em vigência, assim como a declaração de inconstitucionalidade.

Ao O Estado, nesta quinta-feira (29), Renato Roseno reforçou sua intenção de reassumir cargo público em Brasília – o deputado é concursado, e demonstrou baixa expectativa de uma resposta positiva acerca da ADI, apesar de também indicar entusiasmo, ainda que mínimo.

A reportagem questionou o parlamentar se há algum diálogo para que, eventualmente, integre a gestão Elmano 2, já que sua federação, composta com a Rede, retirou candidatura ao Governo do Estado no pleito deste ano e se coligou à majoritária do governador reeleito com a candidatura da senadora eleita Luizianne Lins (Rede). O deputado afirmou não haver nenhum diálogo e exibiu mensagens de WhatsApp que mostram sua intenção de reassumir o cargo de Analista de Políticas Sociais em Brasília.

Fonte Matéria

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