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Tribunal Penal Internacional, Save the Children e Comitê para a Proteção dos Jornalistas são favoritos ao Nobel da Paz

O Nobel da Paz será anunciado na Noruega, nesta sexta-feira (9), às 6h (horário de Brasília). O prêmio é concedido para indivíduos e organizações que atuaram em benefício da humanidade e da harmonia entre nações no ano anterior à nomeação. Diferentemente das outras premiações Nobel, que acontecem na Suécia, o Nobel da Paz é decidido pelo Comitê Norueguês, formado por cinco integrantes eleitos pelo Parlamento do país.
Várias pessoas podem submeter campanhas próprias para disputar a laureação, sem a necessidade de um convite prévio. Nesse grupo, há parlamentares, ministros, chefes de governo, juízes de cortes internacionais, professores universitários e até mesmo antigos vencedores do prêmio.
As indicações acabam em 31 de janeiro, quando o Comitê faz uma triagem e cria uma lista reduzida de nomes. Nos meses seguintes, avaliadores fazem relatórios detalhados sobre cada pré-selecionado.
A lista oficial e as análises do Comitê permanecem sob sigilo absoluto por 50 anos, sendo guardadas dentro de um cofre em Oslo. A votação final ocorre entre agosto e setembro e, no início de outubro, o anúncio oficial do escolhido é feito.
Não é proibido que os nomes sejam divulgados antes do prazo de 50 anos, desde que apareçam em declarações voluntárias dos avaliadores. Por fim, o laureado recebe um diploma, uma medalha de ouro de 18 quilates e uma quantia de cerca de 12 milhões de coroas suecas (R$ 6 milhões).
Na edição deste ano, 287 indicações foram registradas. Embora as nomeações sejam secretas, o diretor do Instituto de Pesquisa para a Paz de Oslo, Haakon Gjerlow, aponta os seguintes candidatos como favoritos: Tribunal Penal Internacional e Corte Internacional de Justiça; Emergency Response Rooms (Salas de Resposta a Emergências); Mikola Kuleba, fundador da Save Ukraine, organização que lidera esforços para resgatar crianças ucranianas sequestradas pela Rússia durante a guerra na Ucrânia, e Organização Save the Children, que se dedica ao enfrentamento de violações graves contra crianças em zonas de conflito reconhecidas pela ONU; Estação Espacial Internacional; e Comitê para a Proteção dos Jornalistas.
Entre os que não foram diretamente citados na lista de Gjerlow, porém são frequentemente cotados estão: Papa Leão 14, Iulia Navalnaia (viúva do líder da oposição russa morto na prisão, Alexei Navalni) e a organização Médicos Sem Fronteiras. Desde que voltou à Casa Branca para o segundo mandato, o presidente dos EUA, Donald Trump, também afirma que está apto a ganhar o Nobel da Paz.
“Não sei qual será a decisão deles. Eles têm a reputação de talvez não o concederem a pessoas como eu. Fiquei muito honrado em recebê-lo indiretamente da última vez pela própria homenageada, que disse que ninguém na história o merece mais do que o presidente Trump”, disse Trump, nessa quarta-feira (7), a repórteres, relembrando quando María Corina Machado lhe deu a medalha um ano após vencer o prêmio. Na ocasião, o Instituto Nobel deixou claro que o prêmio não pode ser transferido.

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