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“É difícil no debate você discutir com alguém que propositalmente dá um dado errado”

O governador Elmano de Freitas (PT) abriu nesta quinta-feira (10) a série “Caráter Eleições 2026”, que vai entrevistar ao longo deste período eleitoral, até pelo menos o primeiro turno, candidatos que concorrem no pleito deste ano.

Ao O Estado, o gestor, que busca sua reeleição, falou sobre promessas de campanha nas áreas da segurança pública, saúde, educação, economia e cultura, a exemplo da entrega até o final deste ano das reformas do Centro Dragão do Mar de Arte e Cultura e do Museu do Ceará. Elmano defendeu a eleição de aliados, como a do senador Cid Gomes (PSB), candidato à reeleição, e da candidata ao Senado, Luizianne Lins (Rede), bem como do presidente Lula (PT).

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Questionado sobre lacunas ainda existentes na segurança pública, como a demora para os resultados ante os investimentos na área que vêm sendo realizados em sua gestão desde a crise na condução da Secretaria de Segurança Pública e Defesa Social (SSPDS), em 2024, Elmano apontou a chegada da Lei Anti Facção como marco para um combate mais efetivo ao crime organizado.

Também na entrevista, o governador desenhou a pretensão de construir o Hospital Metropolitano para atender a região e de medidas econômicas para criar mais atratividade ao setor de indústrias. Os conteúdos estão veiculados, respectivamente, nas páginas 6 e 9 desta edição. 

Ainda no diálogo, o governador comparou os cenários eleitorais de 2022 e 2026, um dos momentos em que teceu críticas ao seu principal adversário nas urnas, o ex-aliado Ciro Gomes (PSDB). “Essa eleição a gente está com dificuldade, porque tenho um adversário que simplesmente dá dados errados. Eu achava que era desconhecimento, mas ele sabe o dado certo e continua dando o dado errado. E é difícil no debate você discutir com alguém que propositalmente dá um dado errado. Ele estava num debate falando que a taxa do Ceará [de feminicídio] está aumentando, ele sabe que está diminuindo”. A íntegra está disponível, em vídeo, no YouTube do O Estado.

CARÁTER – Governador, qual é o seu caráter?

Elmano de Freitas – De um homem simples, que aprendeu na vida com a família a ser correto, honesto, trabalhador, acredita em trabalho e respeitar as pessoas, de simplicidade. É isso que é o meu caráter.

CARÁTER – O senhor começou a se recuperar nas pesquisas de intenções de votos nesta semana, depois de cerca de seis meses atrás de seu principal adversário, Ciro Gomes (PSDB). No entanto, tem a máquina da mão e uma constelação de pessoas que fazem o seu governo funcionar. Por quê?

EF – Eu preciso estar cuidando da segurança pública, construindo escola, construindo hospital, concentrado em fazer o hospital funcionar. E isso é o que deve ser. A nossa missão fundamental não é fazer discurso ou fazer política. E também é muito comum que as pessoas não sabem exatamente o que está acontecendo no Estado inteiro. Quando chega o período da eleição, você começa a apresentar o que de fato está sendo feito, o que aqui foi realizado […] Então, quando esse conjunto de informações [de entregas do governo] vai chegando, as pessoas vão poder fazer a sua avaliação e a sua decisão do que querem para o Ceará. E estou muito convencido de que o cidadão comum tem uma vida muito dura. Ele acorda cedo, vai dormir tarde, tem uma vida cansativa, mulheres ainda têm muitas vezes terceira jornada de trabalho em casa, não tem muito tempo de estar acompanhando o que o governo está fazendo, acompanhando a política. Neste momento que começa a ter o debate é que a pessoa começa a se inteirar e a pensar o que de fato ela quer para o seu estado. E acho que todo cearense sabe que o Ceará tem muitos desafios, mas também sabe que a gente tem avançado muito em várias políticas […] tenho uma expectativa muito positiva que tenho percebido nas ruas e nos municípios que tenho ido. É o povo reconhecendo o que está acontecendo nos municípios […] a campanha é sempre vai ser sempre numa crescente até o final. E eu estou muito animado que nós vamos ter uma vitória muito importante no estado do Ceará para minha candidatura, para a candidatura do presidente Lula, que é muito importante para o Ceará.

CARÁTER – O Ceará teve a maior redução do Brasil de CVLIs entre janeiro e julho deste ano. Seu governo anunciou também uma redução de cerca de 75% de roubos de veículos. Mas o senhor vem quebrando a cabeça com segurança pública desde 2024. Por que os resultados demoraram a chegar?

EF – Penso eu que o principal fator é que você não tinha a lei anti facção. Nós passamos a fazer restauração das forças de segurança. Mas o grande grande fator de violência no Ceará é o crescimento das facções ocorridas em todo o país e também no Ceará. Para enfrentar a facção [precisava] de uma lei que desse condição da polícia agir e prender as pessoas. Vou dar um exemplo bem claro: o cidadão que está em casa e chega um dia e ameaça essa pessoa dizendo que ela tem que ir embora, ou que chegava num comerciante o empresário e ameaçando o empregado dele ou o próprio comerciante dizendo que ele tinha que fechar a loja dele. Parece inacreditável, mas é a verdade. A lei brasileira dizia que a polícia estava proibida de investigar a ameaça que ele fez. A polícia só podia investigar e prendê-lo se a vítima fosse na delegacia denunciá-lo. E é claro que a vítima não ia porque tinha medo da ação que a facção ia ter contra ele. Em fevereiro deste ano, o presidente Lula conseguiu votar no Congresso a Lei Anti Facção. Agora, a polícia está obrigada a investigar, obrigada a aprender. E aquele que sabia que não tinha nenhuma punição está cometendo um crime que a pena é de 20 a 40 anos de cadeia. Portanto, a mudança é muito grande, e eu penso que esse é o grande fator. O que eu espero agora é que, de fato, nós tenhamos uma grande união nacional, especialmente com o Ministério Público e com o Poder Judiciário, que esse jovem que está na periferia batendo na porta de um cidadão de bem, ele é perigoso e não pode ser solto. Não pode prevalecer a ideia de que ele é primário, porque ele, solto, vai lá ameaçar a pessoa que ele fez, aquela, aquela primeira ação. Então ele tem que ficar preso. Mas eu sei que ainda tem muita coisa para fazer, ainda tem muita coisa para avançar.

CARÁTER – Qual é a expectativa do Governo do Estado para, uma vez aprovada a PEC, contribuir com a luta contra o crime organizado no Ceará?

EF – Especialmente, integrar forças de segurança. Eu tenho hoje no Ceará o chefe de facção. Foram embora, [pois] no Ceará eles são presos. Eles estão indo para o Rio de Janeiro, para outro estado, mas a ampla maioria está indo para o Rio. E não é só do Ceará. Eu estive em uma reunião. Estavam lá vários governadores, entre eles estava [Ronaldo Caiado], de Goiás, dizendo a mesma coisa em Goiás. Porque há áreas do Rio de Janeiro em que a polícia não entra. A inteligência nossa até sabe onde a facção está, mas a polícia do Rio disse que ou não entra e, se entra, não consegue entrar com a velocidade necessária para chegar e prender. Ele consegue entrar na mata e foge […] Nós não temos sequer dados de homicídio padronizados no Brasil […] Elas são organizações nacionais e multinacionais. E evidentemente que se exige que possamos atuar de maneira conjunta, uniforme, padronizada e com muita força.

CARÁTER – O senhor tem falado que vai entregar o Hospital Regional de Crateús ainda neste ano. Estará também todo funcionando?

EF – O compromisso da empresa comigo é entregar até final deste mês, no máximo começo de outubro. O hospital já tem um funcionamento. Nós compramos um hospital à época, o nosso governador Camilo [Santana], e resolvemos fazer dele um hospital regional. Estamos construindo essa etapa. Vamos fazer a ampliação e melhorar muito o serviço e ampliar os serviços de um hospital efetivamente polo regional, do tamanho que o povo merece e terá. Já implantamos a oncologia em Crateús, fizemos mais de 300 cirurgias oncológicas e tem diagnóstico e está já o acordo para fazer a radioterapia  em Crateús, já com a aprovação do Ministério da Saúde. Crateús terá quimioterapia, diagnóstico, cirurgia e radioterapia. Isso tudo é graças a essa relação de parceria, no caso, com a prefeita Janaína [Farias], em Crateús, com os prefeitos da região […] Infelizmente, o candidato da oposição, como ele não sabia que tinha serviço, ele dizia que não tinha tratamento do câncer no Interior. Agora ele está dizendo que tem, mas não tem, porque não tem radioterapia. A radioterapia já tem Barbalha, em Sobral e eu já tenho um acordo para fazer em Crateús.

CARÁTER – Já há todas as licitações abertas para equipamento, enxoval? Terá dispensa de licitação ou será um processo licitatório convencional?

EF – No Ceará, temos dois modelos de gestão dos nossos hospitais. Tenho hospital administrado pela própria Sesa [Secretaria de Saúde] e contrato de gestão com organização social. Temos uma entidade, a Fundação São Camilo, que gerencia. Devemos abrir um cadastramento de entidades para gerenciamento do hospital, mas toda a parte já está toda pronta para fazer a abertura e a ampliação. Isso está muito bem planejado […] Às vezes, fico pensando que era antes, quando o Ciro governava o Ceará. Ele falando que hospital não é importante, imagina o povo cearense: se não tivesse o Hospital do Cariri […] de Sobral esse povo todinho vinha para Fortaleza. Esse povo agora é atendido perto de casa, e a estrutura de Fortaleza vai atendendo mais aqui o povo da Região Metropolitana. E mesmo assim entendo que nós temos que ampliar essa rede. É por isso que quero fazer o Hospital do Idoso […] Hoje no IJF [Instituto Dr. José Frota], a maior parte dos pacientes é idoso que levou queda. É um crescimento da demanda e temos que estar atentos a essa mudança de perfil do paciente […] Caucaia, Maracanaú e Maranguape têm uma população enorme. Precisamos ter um hospital naquela região, essa área metropolitana para atender.

CARÁTER – Então, o senhor está dizendo que, se o senhor se eleger e eventualmente o presidente Lula não, vai ficar difícil o repasse de recursos?
EF – Acho que é difícil para o Brasil. Vamos dar o exemplo com o presidente Lula. Nós estamos fazendo no Ceará mais de 80.000 casas. O Bolsonaro não fez nenhuma. De onde está vindo o recurso? Grande parte dele para fazer 1000 casas do Governo Federal. O Estado ajuda, ajuda. O Ceará não tem recurso sozinho para fazer 1000 casas. Tem isso junto com o Governo Federal. O estado do Ceará não tem recursos sozinho para fazer uma Transnordestina. Então, nós precisamos ter. O Estado do Ceará tem muitos desafios que sozinho não dá conta de superar todos. Precisa ter, com muita serenidade, muito esforço, junção de prefeitos, governador e presidente para enfrentar a segurança pública, para melhorar a saúde do povo, para ampliar a universidade, para fazer emprego […] Você tem, por exemplo, o Hospital da Federal do Cariri [UFCA]. Quem está fazendo é o presidente Lula. Eu comprei o terreno por 38 milhões e doei […] isso tudo é sinergia para dar as mãos.

CARÁTER – O seu adversário Ciro critica o modelo de Organizações Sociais, as OSs, segundo o próprio candidato, pela ausência de processos de contratação por licitação. O senhor planeja uma ampliação da fiscalização do controle do Estado sobre as OSs?

EF – O que penso é que devemos abrir processos de qualificação de entidades para gerenciamento. Hoje nós temos ISGH, a Fundação São Camilo, mas eu penso em abrir um cadastramento de mais entidades que disputam gerenciar hospitais nossos, porque acho que isso é bom até para a gente ter elementos de comparação. Eu vou ver um hospital, eu vou ver uma outra entidade em outro hospital e comparar a eficiência de cada um e tirar e cobrar um do outro. O que eu vejo de um melhor do que outro […] Nós devemos fazer o cadastramento de entidades para o gerenciamento disso. 

CARÁTER – O senhor objetiva terminar o seu governo com cerca de 100 mil alunos da Rede Pública no Ensino Superior, tem escola de tempo integral em cerca de 150 municípios cearenses e quer ampliar escolas profissionalizantes. Qual a sua meta de educação para um eventual governo?

EF – Tenho muito orgulho de tudo que realizamos até aqui na educação cearense. Cid [Gomes] iniciou como governador, Camilo [Santana] deu continuidade e eu estou fortalecendo de maneira muito significativa. […] Nesses três anos em que estou como governador, foram aprovados 74.624 jovens que estavam na escola pública […] 152 municípios do Ceará 100% em tempo integral. O jovem passa o dia na escola de maneira planejada pela equipe de gestores e professores da escola. O que é que tenho muita convicção é concluir o projeto até o final do nosso mandato: ter todas as escolas em tempo integral, sem exceção, mas tem um passo muito importante agora é ser tudo profissionalizante. Estamos formando 172.000 jovens na escola pública, na área tecnológica, mas tenho uma rede de 330.000, que têm que aprender uma profissão na escola […] E essa profissão tem que ser conhecimento da economia regional e o conhecimento da economia do Ceará e do país. Podemos formar nossos jovens da escola pública para serem desenvolvedores de sistemas, para serem programadores, para poder usufruir de uma das áreas. A mesma coisa na área da energia. Para isso, trouxemos um datacenter de 200 bilhões com outros data center que já temos no Ceará, que são 11, para criar um ecossistema que vai gerar demanda dessa mão de obra. 

CARÁTER – O seu partido, historicamente, é apoiado por pelo movimento cultural. No entanto, a cultura ficou de lado na sua gestão. O senhor tem se comprometido com a construção de centros regionais em todo o Ceará, mas não disse as cidades dos equipamentos.

EF – Fui deputado e relator do projeto de lei que fez o Plano Decenal do Estado do Ceará da área da cultura […] O governo Bolsonaro fechou o Ministério da Cultura. É muito importante que as pessoas lembrem que no governo Bolsonaro não tinha Ministério da Cultura. Precisou o presidente Lula voltar para o Ministério da Cultura ter política cultural no Ceará. Estabeleci um projeto que é um repasse fundo a fundo. Pela primeira vez na história do Ceará, passei 30 milhões [de reais] para os municípios. O município apresenta projetos, e nós repassamos ao município 30 milhões selecionados de maneira transparente, mas eu exijo que o município tenha a coordenadoria ou Secretaria de Cultura, que tenha um Fundo Municipal de Cultura, instituindo uma rede de cultura, de institucionalidade, de órgãos para fazer a política cultural. Aumentamos o investimento da cultura. Temos hoje no Ceará equipamentos que não tínhamos. O Centro Cultural do Cariri, que o nosso opositor [Ciro] reclama tanto, ganhou um prêmio pela excelência da programação, e estamos construindo, já terminando, alguns já terminados. Vamos passar para as prefeituras 20 equipamentos de cultura que inicialmente eram salas de cinema que quero que seja o Sala de Equipamentos Culturais, muito mais do que o cinema, assim como o Centro de Cultura. Quero fazer isso também nos bairros Fortaleza, na periferia, e um grande centro cultural, que eu imagino fazer o próximo. Temos um centro cultural aqui como é o Dragão do Mar. O Camilo fez o Centro Cultural do Cariri, e eu penso que está na hora de fazer o grande centro cultural da Zona Norte em Sobral. Quero fazer em Sobral no próximo mandato, que considero muito importante pelo posicionamento geográfico político que Sobral tem, pela sua essência cultural e até poderia ser uma grande homenagem ao grande Belchior.

CARÁTER – Qual é o seu prazo para reabrir o Dragão do Mar como um todo?

EF – Tanto o Dragão do Mar quanto o Museu do Ceará queremos terminar agora até o final do ano. Tivemos um problema, inclusive à época [na gestão José Sarto], porque a gente tinha um projeto de fazer a reforma e começou a ter uma briga, briga besta política, fazendo questionamento qual era o formato da pedra que ia se fazer a reforma da praça. Eu lamento muito esse período. E agora com o prefeito Evandro vamos poder ter essa parceria e muito, muito em breve vai estar tudo entregue e devolvendo com programação cultural. A reabertura do Museu do Ceará  quero aqui publicamente agradecer o Ministério Público, porque foi uma doação de um fundo do Ministério Público para fazer a reforma do Museu do Ceará, equipamento muito importante para o povo, para a cultura, mas também para o turismo, porque a cultura também, de alguma maneira, é algo muito importante. Muita gente vem para cá pelas belezas do Ceará, mas vem também pela cultura do povo cearense. 

CARÁTER – Neste ano, pelos discursos de ambos os lados, a gente enxerga uma política de ódio e rancor. Este cenário está se sobrepondo ao de 2022?

EF – Essa eleição a gente está com dificuldade, porque tenho um adversário que simplesmente dá dados errados. Eu achava que era desconhecimento, mas ele sabe o dado certo e continua dando o dado errado. E é difícil no debate você discutir com alguém que propositalmente dá um dado errado. Ele estava num debate falando que a taxa do Ceará [de feminicídio] está aumentando, ele sabe que está diminuindo. E estou dizendo isso como alguém que aumentou de 30 para mais de 100 equipamentos de proteção às mulheres e quer fazer ainda mais porque o fato do Ceará ter a menor taxa de feminicídio do Brasil não me faz achar que está bom. Se acho grave no Ceará, imagina nos estados que têm um índice maior do que o Ceará. Infelizmente, a direita brasileira tinha uma tradição democrática. A direita brasileira ganhou e perdeu a eleição, mas a extrema direita passou a ser a maioria da direita. E qual é a diferença de uma coisa para outra? É porque, quando a direita perde, ela passa o cargo para a esquerda. Quando a esquerda perde, ela passa o cargo para a direita. Quando a extrema direita perde, ela bate no quartel do exército pedindo uma ditadura. Quando a extrema direita perde, ela planeja matar o presidente que ganhou a eleição, o vice-presidente, um ministro do Supremo. Isso faz muita diferença na política. Eu cresci no PT, disputando com o PSDB, e nós não tínhamos esse padrão de disputa. E o candidato da oposição resolveu trair esse campo democrático. Eu chamo de trair, porque quem se abraça e vai para a rua pedir voto com quem negou vacina para salvar o povo, quem foi contra comprar um hospital, como foi o Capitão Wagner? […] Tem gente que tem o espírito de coronel e acha porque é coronel tem o direito de desrespeitar todo mundo, falar, inventar mentiras sobre as pessoas. E eu tenho uma coisa comigo: sou uma pessoa muito simples, humilde. Respeito as pessoas, mas exijo respeito. E vou manter assim […] Agora, quem se acha coronel querer colocar o dedo na minha cara, aí não. Não vai colocar nem hoje nem amanhã, porque isso é o dever de respeito às pessoas. Espero que na campanha, e quero dizer aqui com muita tranquilidade, a você, cearense, não perca amizade por causa da disputa eleitoral. Não brigue na sua família por causa de questão eleitoral, porque eleição passa, e as suas amizades é que devem ficar. A relação da sua família deve ser preservada, e isso é mais importante do que a eleição […] Não brigue na sua família por causa disso e nem deixe de ter um amigo de verdade por causa disso. Isso é mais importante do que a eleição, e essas relações são importantes para a sua vida. 

Fonte Matéria

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