O presidente do STF (Supremo Tribunal Federal), Edson Fachin, afirmou nessa segunda-feira (3) que os ministros analisam temas de “grande repercussão social” e, por isso, devem aceitar que suas decisões sejam debatidas e contestadas pela opinião pública. Em meio à crise de imagem da corte que eclodiu com o caso do Banco Master, Fachin disse ainda que a força institucional do Supremo “não reside na ausência de crítica, mas na capacidade de conviver com ela sem perder a serenidade necessária”. “Essa tensão, quando exercida dentro dos limites republicanos, não fragiliza a instituição. Fortalece a democracia”, declarou o magistrado em discurso de abertura dos julgamentos do segundo semestre de 2026.A corte esteve de recesso de 2 a 31 de julho. Em sua fala, o presidente do STF também voltou a pregar parcimônia e discrição aos juízes, bandeiras de sua gestão desde que assumiu a corte. No primeiro semestre das atividades do Judiciário, ele tentou encampar um código de conduta aos magistrados, mas a proposta travou por resistências internas. “Por trás de cada número, há um processo. Por trás de cada processo, há uma pessoa e uma controvérsia que aguarda resposta do Estado. Repito sempre essa imagem em meus discursos porque não podemos jamais nos esquecer dessa responsabilidade que nos acompanha, e que exige de nós parcimônia, discrição, celeridade e dedicação”, disse Fachin.A ministra Cármen Lúcia foi escolhida em fevereiro como relatora do código de conduta.


