Após pedido da Polícia Federal (PF), o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), André Mendonça, autorizou a abertura de inquérito para investigar suspeitas envolvendo o empresário Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha, filho do presidente Lula (PT). Segundo os investigadores, há suspeita de que Lulinha tenha atuado com Roberta Luchsinger no mercado de canabidiol em favor de uma empresa ligada ao Careca do INSS.A PF pediu ainda ao STF que provas que foram colhidas na Operação Sem Desconto, que investiga desvios no INSS e que tem o lobista como um dos alvos, sejam compartilhadas com o novo inquérito. De acordo com informações obtidas pela Folha de S.Paulo, os investigadores querem apurar os crimes de corrupção e tráfico de influência na autorização da comercialização de cannabis medicinal, em programas ligados ao Ministério da Saúde.A suspeita dos investigadores é que Lulinha tenha atuado com a empresária Roberta Luchsinger em favor da empresa World Cannabis, ligada ao Careca do INSS. O pedido de abertura de inquérito também cita contatos entre os alvos e servidores, inclusive do gabinete de Lula.A suspeita é de que o tráfico de influência tenha sido exercido junto ao Ministério da Saúde e ao Gabinete da Presidência, de acordo com informações da PF. A defesa de Lulinha e o Palácio do Planalto foram procurados na tarde dessa quinta-feira (30) para comentar o pedido da PF, mas não responderam até o fechamento desta edição.


