+ Postagens

ataques da Ucrânia contra Rússia podem ajudar a encerrar guerra

Os ataques da Ucrânia contra alvos distantes no território da Rússia constituem uma escalada no conflito que já dura quatro anos e meio, mas também poderão ajudar a acelerar seu fim. O raciocínio foi exposto nesta quarta-feira (8) pelo presidente americano, Donald Trump, ao ser questionado por jornalistas ao lado de seu colega ucraniano, Volodimir Zelenski.

– Publicidade –

Eles participaram da cúpula da aliança militar Otan em Ancara (Turquia). “É uma escalada, mas uma escalada que pode ajudar a levar a um fim [da guerra]”, disse Trump, em uma fala que cairá como uma bomba nos pressionados meios políticos do governo de Vladimir Putin.

O presidente russo passa por um momento de agravamento da guerra devido ao emprego de drones e mísseis com maior alcance por Kiev, de produção doméstica. O alvo principal é o sistema energético do rival, que vê escassez de combustíveis se multiplicar por suas regiões e teve de tomar medidas de racionamento.

Zelenski quis reforçar sua posição
Nessa mesma quarta, Zelenski quis reforçar sua posição antes de encontrar-se com Trump. Suas forças atingiram três refinarias russas, após terem concentrado ataques a oito petroleiros sob sanções ocidentais no mar Negro. De seu lado, Putin tem intensificado os ataques aéreos e pressionado a linha de frente em Donetsk, no leste ocupado da Ucrânia.

Há um debate público na Rússia acerca de próximos passos, que passa por especulações sobre uma mobilização geral ou até o emprego de armas nucleares táticas, restritas ao campo de batalha. Trump também disse que iria discutir com Zelenski a queixa mais imediata do ucraniano, que é a falta de mísseis para os sistemas antiaéreos da Ucrânia.

Nos dois mais recentes mega-ataques russos, modelos balísticos furaram as defesas de Kiev sem muita oposição. “Um passarinho me contou isso, sobre que nós vamos dar a eles o direito de fazer [mísseis para] Patriots. Nós vamos falar sobre isso”, afirmou, ao ser questionado acerca do licenciamento da produção na Europa —não necessariamente na Ucrânia, até por falta de capacidade técnica instalada.

“Defensivos”
Trump chamou os mísseis de “defensivos, e eu gosto disso”. Dificilmente isso será lido assim em Moscou, que até aqui contava com a boa vontade do americano no manejo das negociações pelo fim da guerra. O presidente voltou a dizer que acredita no fim breve para o conflito, e disse que é bem “mais duro” com Putin “do que imaginava que seria”, uma assertiva com a qual poucos europeus concordariam.

Desde que voltou à Casa Branca, em janeiro de 2025, o republicano cortou toda a ajuda militar e financeira a Kiev, repassando a fatura para seus aliados europeus. Mas manteve o lucro, vendendo armamento diretamente à Otan, que então o repassa aos ucranianos. Agora, disse que pode comprar drones de Kiev.

Trump falou até do tema esquecido das garantias de segurança da Ucrânia para um pós-guerra, algo que foi e voltou à mesa de negociações ora desativada.

“A Rússia nos respeita muito, e nós vamos trabalhar em algum tipo de acordo de segurança. Se conseguirmos fazer o acordo certo, com ajuda da Europa, vamos trabalhar em algum tipo de pacote de segurança”, afirmou. Questionado, disse que isso poderia inclusive incluir proteção aérea sobre a Ucrânia, embora tenha voltado atrás nas ocasiões anteriores em que mencionou a hipótese.

O tom amistoso do encontro com o ucraniano foi ressaltado até por Trump, que o destratou na primeira vez em que se reuniram, no começo do ano passado. “É difícil de acreditar, não?”, disse o americano, que afirmou ser possível até uma visita a Kiev. (Folhapress)

Fonte Matéria

Latest Posts

spot_imgspot_imgspot_img
spot_imgspot_img

+ LEIA TAMBÉM

RECEBA NOVIDADES

Receber notícias em primeira mão em seu email nunca foi tão fácil, basta colocar seu email abaixo: