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Alcolumbre sai em defesa de Jaques Wagner e diz que presunção de inocência tem que prevalecer

O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), saiu em defesa do líder do governo Lula (PT) na Casa, senador Jaques Wagner (PT-BA), alvo de uma operação da Polícia Federal sob suspeita de ter recebido pagamentos ligados ao Banco Master, de Daniel Vorcaro. “Tenho a convicção que, no decorrer do processo, as verdades do senador Jaques Wagner virão à tona e elas serão comprovadas. Um dia elas serão julgadas, é lá nesse dia que a pessoa pode ser condenada ou inocentada”, disse nesta quinta-feira (18).Alcolumbre afirmou que todas as pessoas devem ser consideradas inocentes até eventual condenação final na Justiça, mas a polarização faz com que os políticos sejam, pelo contrário, considerados culpados de antemão. Em uma declaração à imprensa, o presidente do Senado falou ainda sobre o seu próprio caso, já que ele também é alvo de suspeitas de ligação com o Master. O presidente do Senado defendeu o colega apesar de a relação entre eles estar rompida desde novembro do ano passado, quando Lula indicou Jorge Messias para uma vaga no STF (Supremo Tribunal Federal), contrariando Alcolumbre.Os dois senadores ficaram semanas sem se falar e atualmente têm conversas esporádicas no plenário. “Ninguém nesse país pode ser condenado antes do trânsito em julgado. E todos nesse país podem ser investigados. Isso é normal no Estado democrático de Direito, mas todos também têm que ter a presunção da inocência”, afirmou. “Só temos um problema: está todo mundo culpado até que se prove o contrário. Isso […] é muito triste para a democracia e para a política nacional. Todo mundo é culpado e condenado antes de ser julgado”, completou.

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