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Eleições 2026 reeditam disputas estaduais diretas entre Cid e Tasso

As eleições deste ano vão às ruas com uma reedição de disputas históricas dos ex-governadores Cid Gomes (PSB) e Tasso Jereissati (PSDB), o que reitera seus postos de caciques políticos cearenses. A rivalidade põe, pela segunda vez, Ciro Gomes (PSDB) no centro. A primeira ocorreu em 2022.

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Cid Gomes e Tasso Jereissati são, respectivamente, senador e ex-senador e guardam trajetórias políticas em lados oposicionistas. Em 2006, Cid, com sua vitória sobre o ex-governador Lúcio Alcântara (PSDB), suplantou o desejo de Tasso de seguir com uma hegemonia que, àquela época, somava cerca de 20 anos em torno do tucanismo.

Tasso foi eleito três vezes governador e fez seu sucessor, Lúcio, em 2002, vencido por Cid na sequência. Desde então, Cid emplacou sua permanência na eleição de 2010, bem como sua expressão de força política nas duas seguintes, com o hoje senador Camilo Santana (PT), quando o deputado estadual foi eleito em 2014 para governar o Ceará.

Em que pese não ter participado ativamente da escolha do governador Elmano de Freitas (PT) durante o pleito de 2022, Cid reuniu seus correligionários do PDT e os levou para o partido ao qual retornou, o PSB, como aceno a Elmano, de quem desde então passou a ser aliado fiel.

Tasso, nesse percurso, apoiou o também ex-senador Eunício Oliveira, presidente do MDB Ceará, ao Palácio da Abolição, em 2014. Apesar de derrotado na aliança ao governo, Tasso foi eleito senador depois de amargar uma derrota em 2010, na qual um de seus algozes foi o próprio Eunício.

Senador empossado pela segunda vez, Tasso legitima quatro anos depois, em 2018, a aposta no general Theophilo de Oliveira, na tentativa de desbancar a candidatura governista, que tinha o nome de Camilo à reeleição. O petista, à época apoiado pelo hoje pré-candidato ao Governo do Estado, Ciro Gomes, venceu.

Racha exposto
Em 2022, após o racha exposto publicamente entre PT e PDT, Tasso e Ciro ensaiam uma reaproximação a fim de reunirem esforços para a eleição do ex-prefeito de Fortaleza, Roberto Cláudio, presidente do União Brasil (UB) Fortaleza, ao Governo do Estado, e seu vice na chapa, Domingos Filho, presidente do PSD Ceará, que logo depois passou a fazer parte da base de Elmano.

A investida de Tasso em RC e Domingos rendeu-lhe até mal-estar com o atual presidente do Republicanos no Ceará, Chiquinho Feitosa, seu suplente no Senado durante o mandato que foi de 2014 a 2022.

Chiquinho, no decurso do tempo, passou a apoiar Camilo Santana e assim optou por abalar sua relação com Tasso. Apesar da derrota de RC e Domingos, a movimentação entre Ciro e Tasso permaneceu, de maneira que o irmão de Cid Gomes retornou ao PSDB e assumiu, em 2025, a presidência da legenda tucana no Estado.

Em evento no mês passado, durante especulações de que Ciro poderia ser candidato à presidência da República novamente, Tasso, ao ser questionado pelo O Estado CE sobre se Ciro oficializaria seu nome contra Elmano, reiterou que seu aliado iria disputar o Abolição.

Elogios públicos
Oficializado pré-candidato ao Governo do Estado para as urnas de outubro, Ciro tem recebido elogios públicos de Tasso, que disse a este jornal no último sábado (16), no evento que tornou de fato o nome de seu correligionário o que vai à disputa, que a candidatura do tucano representa “[…] uma mudança profunda no que está acontecendo no Ceará. E a pessoa para isso hoje é o Ciro Gomes”.

Tasso também teceu elogios públicos a RC, qualificando-o como “o melhor prefeito que Fortaleza já teve”. Ciro e RC estão juntos com aliados históricos, como o também ex-prefeito da Capital José Sarto, presidente do PSDB Fortaleza, e o deputado federal Mauro Filho, que rumou do PDT ao UB.

“O Ceará está entregue. Para minha alegria, o Ciro Gomes estava disposto a renunciar a um convite para ser novamente candidato à presidência […] Temos o governo mais ineficaz dos últimos tempos, mais virado para políticos, e não para o povo do Ceará. Não tem uma ligação emocional com o Ceará. Estão pelo poder, para fazer política pela política”, afirmou Tasso no palanque de Ciro no sábado.

Cid, Elmano e prefeitos
Cid, que ainda mantém dúvidas de se será candidato à reeleição ao Senado ou se fechará questão em torno do nome de seu correligionário, o deputado federal Júnior Mano (PSB), para a indicação, iniciou esta semana ao lado de Elmano, em sessão solene no Congresso, na realização da Comenda Governadores pela Alfabetização das Crianças.

A cerimônia homenageou também Lucas Ribeiro (PB), Otaviano Pivetta (MT), Rafael Fonteles (PI) e Ricardo Ferraço (ES) pelos resultados da educação no Brasil. Cid, ao lado de prefeitos, participa da 27ª Marcha a Brasília em Defesa dos Municípios, que começou no último dia 18 e vai até o próximo dia 21.

Em fotos publicadas no Instagram nesta terça-feira (19), o senador aparece ao lado de gestores no evento. Juntos, PT e PSB concentram mais de 50% do total de prefeituras no Estado. PSD, Republicanos e MDB também somam números expressivos. Os partidos citados são os que estão entre as especulações acerca das chapas majoritárias, ou seja, governador, vice, senador e suplência de senador.

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