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Vice-presidente do PT: “Eu desconheço qualquer discussão do ‘bolsa-patrão’”

Vice-presidente nacional do PT, o deputado estadual De Assis afirmou que não há, no atual estágio de discussão sobre o fim da escala 6×1, uma sinalização do governo Lula (PT) de medidas compensatórias para o setor patronal em troca do apoio às Propostas de Emenda Constitucional (PECs) sobre o tema. “Eu desconheço qualquer discussão do ‘bolsa-patrão’. Não existe espaço para um ‘bolsa-patrão’”. A declaração se deu após O Estado CE questionar se haverá contrapartida do Planalto à pauta, o que foi defendido a este jornal pelo relator da subcomissão do fim da escala, deputado federal Luiz Gastão (PSD).O colegiado se reuniu em 2025 para debater o relatório do parlamentar. O documento desagradou os governistas e restou sem apoio. “É evidente que o Gastão é representante do setor empresarial e vai puxar para o interesse patronal, mas nas comissões, nas discussões, nos debates, em nenhum momento, apresentou-se algo que fosse construído e levasse a um benefício, o que nós chamamos de ‘bolsa-patrão’. Desconheço”. O dirigente do PT, contudo, reconheceu que o governo não tem força para otimizar o debate e levá-lo adiante caso partidos que compõem o Centrão e a direita não revejam seus atuais posicionamentos, de rejeição à alteração.“Evidentemente, vai ter que ter muita capacidade de ar. Tem que se reconhecer que está difícil, mas não é dando retirando dos trabalhadores para dar para os patrões que nós vamos aprovar essa matéria”. De Assis sinalizou que o presidente nacional da sigla, Edinho Silva, intensificou os diálogos com o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), no último fim de semana sobre as proposições. Motta fez a concessão da presidência da comissão especial instalada nesta quarta ao PT, com o deputado federal Alencar Santana (PT-SP), e deixou a relatoria sob o controle de seu correligionário Leo Prates (Republicanos-BA).“Com a indicação do Alencar, teremos a responsabilidade de ter calma, cautela, porque todos sabem que não há número suficiente, se não houver um acordo, um acordo de procedimento para a votação. Hoje, o centro e a esquerda não têm voto para aprovar essa matéria, que impactará na vida e na economia do Brasil. O Lula tem cuidado com toda a exclusividade e responsabilidade”.De Assis sugeriu que a composição da comissão passou pela articulação do partido e do ministro das Relações Institucionais, José Guimarães, com Motta. “Ontem [terça-feira, dia 28], nós tivemos uma reunião com o presidente Edinho relatando e trazendo as experiências do diálogo que tem sido feito junto ao presidente Hugo Motta. O ministro de relações institucionais teve uma reunião no final de semana com o presidente da Câmara e com o presidente do Senado [Davi Alcolumbre – União Brasil], onde debateu duas pautas, a votação para o Messias [ao STF] e a pauta da escala 6×1].- Publicidade –

Endividamentodas famíliasAcerca da pauta econômica, De Assis argumenta que o governo se prepara para lançar medidas com foco em famílias endividadas. “[…] Nesse momento, há duas grandes preocupações do governo: o impacto da escala e o endividamento [das famílias]”. Segundo o vice-presidente do PT, um grupo de trabalho vai apresentar entre esta quinta-feira (30) e esta sexta-feira (1º) uma proposta para renegociação de dívidas.“Mais de 74% da classe trabalhadora hoje está com o seu orçamento comprometido em 30%, 40%, chega a ser até 80%. Quando chega no dia 15, no dia 20 do mês, já entra no cartão de crédito, porque o seu orçamento não mais se comporta”. No último dia 16, em resposta ao O Estado CE sobre o tema, o ministro Guilherme Boulos afirmou que o governo trabalha para lançar neste feriado de 1º de Maio medidas voltadas a famílias endividadas.“Acredito que de hoje para amanhã tem uma boa proposta a ser apresentada. Se vai dar tempo para ser apresentado no dia primeiro, eu não tenho essa certeza. Até mesmo porque o informe dos dados no Diretório Nacional e na Executiva dá conta de que a referência é até o 1º de maio”, respondeu De Assis ao ser questionado pela reportagem sobre a data do anúncio.Por Kelly Hekally

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