O deputado estadual De Assis (PT) voltou a refutar, nesta quarta-feira (29), a possibilidade do senador Camilo Santana (PT) integrar a chapa eleitoral deste ano como candidato ao Governo do Estado.
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O também vice-presidente nacional do partido disse que “Camilo é homem de partido, é homem do governo” e acrescentou que o correligionário foi “o que mais contribuiu para o avanço da nossa educação”. O parlamentar citou a implantação de escolas em tempo integral e institutos federais.
De Assis se referiu a Camilo como a “principal liderança” política do Ceará. Conforme noticiou O Estado CE, o senador intensificou, após voltar ao Congresso no início deste mês, agendas de articulação política com prefeitos e deputados, tanto no gabinete em Brasília quanto em escritório em Fortaleza.
“Nós estamos trabalhando para ter um palanque mais forte, uma chapa que chegue e ganhe primeiro. Não tem que a oposição faça, fale e diga. Não é papel nosso estar preocupado com o que fala, com o que diz a oposição. Até mesmo a oposição fala muito para tela do celular”, defendeu De Assis na manhã desta quarta a jornalistas.
O deputado estadual, integrante da Mesa Diretora da Assembleia Legislativa do Ceará (Alece), minimizou a saída do ministro das Relações Institucionais, José Guimarães, de quem é aliado direto, da disputa pela indicação ao Senado, e acrescentou que a vaga não está sendo discutida em primeiro plano “neste momento”.
“A estratégia do Partido dos Trabalhadores a nível nacional é ter no Ceará dois senadores da base do governo, que as pessoas falam do PT. Mas hoje o PT tá no governo Elmano [de Freitas], mas não é a centralidade do PT”.
De Assis argumentou que a aliança que levou Elmano ao Palácio da Abolição é compartilhada “com o PSB, com o PSD, com MDB, com Republicanos”.
“Esse arco de aliança vai prevalecer dentro da chapa”. Sobre uma eventual indicação do deputado federal Domingos Neto ao Senado pela chapa governista, o deputado citou Elmano, Camilo e o senador Cid Gomes (PSB) como os responsáveis pela articulação das indicações, as quais devem ser formalizadas próximo ao período das convenções partidárias, que se iniciam em 20 de julho. (Por Kelly Hekally)


