Tasso Jereissati (PSDB) negou ter eventualmente sido convidado para vice de uma chapa de Ronaldo Caiado (PSD) à Presidência da República. O ex-senador disse que o episódio não ocorreu. “Faz anos que não converso [com Caiado]. Foi meu colega no Senado, mas faz anos que não converso com o Ronaldo Caiado. Não tem o menor fundamento, e, como eu já disse, estou aqui apenas, no máximo, dando pitaco”.
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A fala ocorreu em evento nesta quinta-feira (23), do Sinduscon Jovem, em coletiva de imprensa. Tasso, que confirmou que Ciro Gomes (PSDB) vai concorrer ao Governo do Estado nas eleições deste ano, também teceu elogios a José Sarto e Roberto Cláudio, ambos ex-prefeitos de Fortaleza.
“Fazem parte viva desse grupo, e eu tenho certeza que eles tomarão as rédeas do Estado do Ceará novamente”. Em 2022, Tasso optou por ser contrário ao nome do hoje governo Elmano. À época, a ex-governadora Izolda Cela (PSB) não pôde tentar a reeleição, rifada por seu partido anterior PDT, que escolheu Roberto Cláudio como candidato e recebeu apoio público do tucano.
Sobre o lugar que entende ser o melhor para o ex-prefeito de Fortaleza, cotado para vice numa eventual chapa com Ciro Gomes, o também ex-governador disse que RC “foi um dos melhores administradores que Fortaleza já teve e, sem dúvida nenhuma, é hoje um dos homens públicos mais preparados para o Estado”.
O ex-senador argumentou que RC “tem que ocupar algum lugar”, indicando que a decisão, no entanto, seria tomada pelo grupo liderado por Ciro. “O resto é entre ele, o Ciro e as conversas e as oportunidades e as alianças. Eu só sei uma coisa, que ele tem que ocupar algum lugar”.
Sobre eventual diálogo com o senador Cid Gomes (PSB), que declarou que procuraria o ex-colega de Senado para convencê-lo de Ciro ser candidato presidencial, Tasso naturalizou a relação com Cid.
“Eu converso com muito prazer com o Cid. Conheci o Cid praticamente menino e sempre converso com ele. sei que ele está passando um momento complicado. Tem um irmão dele como pré-candidato que ele sempre admirou, sempre respeitou e que foi a referência da vida pública dele. De um lado da política, e ele ainda de outro lado. É um momento difícil”. (Por Kelly Hekally)


