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Camilo deixa MEC e fica com destino político em aberto

Camilo Santana deixou o Ministério da Educação (MEC) nessa quarta-feira (1º), encerrando sua passagem pela pasta com a inauguração das primeiras instalações do novo campus do Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA) do Ceará, em Fortaleza. Trata-se de um dos principais projetos de Camilo à frente do Ministério e do governo Lula (PT) para o Ceará.

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O presidente esteve junto do ainda ministro em seu último ato no cargo. Essa também foi a primeira visita de Lula ao estado.

A saída de Camilo do MEC ocorre após uma série de declarações contraditórias de Lula sobre o destino político do ex-governador do Ceará, inclusive, sugerindo que Camilo poderia disputar as eleições deste ano, sem dizer a que cargo.

Camilo deixa o governo federal e agora reassume o mandato de senador. Ele segue o prazo previsto para a desincompatibilização de acordo com as regras eleitorais. Com isso, fica apto a concorrer a um cargo eletivo neste ano. 

Isso ocorre em meio a especulações de que Camilo pode disputar o Governo do Estado, no lugar do atual governador Elmano de Freitas (PT). A tese é apontada pela oposição do Ceará, principalmente por Ciro Gomes (PSDB) e aliados. O tucano deve disputar o Palácio da Abolição, contra o PT.

Eu preciso do Camilo viajando esse país. Ele vai ser um cabo eleitoral muito importante para a minha campanha, para a candidatura no Estado do Ceará

Presidente Lula

Nessa quarta-feira (1º), no Ceará, o presidente Lula defendeu que o governador Elmano “merece ser o candidato, tem todas as condições e vai ser reeleito governador” e afirmou “que o Camilo tem outros voos para fazer”. A declaração foi dada em entrevista para a TV Cidade. Lula também disse esperar que “ele (Camilo) não se meta a ser candidato aqui no Estado”.

Na mesma entrevista, Lula falou que Camilo seria considerado possível candidato no Ceará diante de um cenário em que “apareça uma figura como (Donald) Trump aqui fazendo um desastre”.

A sinalização de Lula é que há uma preferência para que Camilo atue como uma figura nacional. O cearense é visto pelo PT como um possível nome para suceder Lula na próxima disputa presidencial. Camilo já foi, inclusive, especulado como um possível “plano B” do partido para concorrer a presidente em 2026.

Desde que confirmou a intenção de se desincompatibilizar do MEC, Camilo tem negado a possibilidade de ser candidato e dito que seu plano é se engajar nas eleições, mas de forma a ajudar nas campanhas para reeleição do presidente Lula e do governador Elmano de Freitas.

LEGADO DO CEARENSE NO MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO

Durante a cerimônia dessa quarta, em Fortaleza, Lula exaltou o trabalho de Camilo no MEC. “Se eu tivesse que pagar a você pelos serviços prestados à educação, eu não teria dinheiro para pagar. Só tenho a dizer ‘Obrigado, Camilo’ pelo que você fez a esse país”. 

No seu discurso, Camilo falou em sensação de “dever cumprido”. A gestão do cearense à frente do Ministério foi marcada por uma “reconstrução” da pasta sob a acusação de desmonte no período do governo do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), além da implantação a nível nacional de políticas públicas inspiradas em iniciativas do Ceará, a exemplo do Programa Alfabetização na Idade Certa (Paic).

Segundo Camilo, o ato dessa quarta marcou dois “sonhos”. O ministro se emocionou ao menos duas vezes no discurso durante a cerimônia. Em uma delas lembrou ensinamento do pai, Eudoro Santana (PSB), sobre ser um “construtor”.

“Os construtores são aqueles que querem construir um mundo melhor, mais justo e mais humano para as pessoas e é essa a opção que nós fizemos, de cuidar das pessoas e olhar para os que mais precisam”.

Hoje me despeço do Ministério da Educação com a sensação de dever cumprido. Não é que chegamos aonde gostaríamos de chegar, ainda temos muito trabalho pela frente

Camilo Santana, ex-ministro da Educação

Além do início da entrega do ITA Ceará, foram celebrados os dois anos de existência do Pé-de-Meia, outra marca do petista no comando do MEC. O ministro anunciou que o programa beneficiou mais de 5,6 milhões de jovens e reduziu em “quase pela metade” (43%) o abandono escolar na rede pública.

“Procurei nesses três anos e três meses, com o nosso time, melhorar a educação desse país. Nós pegamos o Brasil com 36% das crianças alfabetizadas, estamos entregando em 2025 com 66% das crianças aprendendo a ler e escrever na idade certa, fruto de um programa criado a partir da experiência do Ceará. Nós ampliamos a escola em tempo integral, pegamos com 15% das matrículas e estamos entregando com 25,8% das matrículas em tempo integral”, disse Camilo.

Na ocasião, foi apresentado o substituto de Camilo no MEC. Leonardo Barchini é o novo ministro da Educação a partir desta quinta-feira (2); ele já atuava na pasta como secretário executivo.

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