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Este épico de 3 horas foi indicado a 12 Oscars – hoje está quase esquecido! – Notícias de cinema

Um filme biográfico extraordinário cuja criação foi quase milagrosa.

Não faltam exemplos de filmes que, apesar de toda a sua popularidade e sofisticação, de alguma forma sumiram da memória coletiva. Um deles é o épico de três horas Reds, que Warren Beatty levou às telas em 1981 após uma verdadeira façanha com Diane Keaton e Jack Nicholson. E com sucesso: o filme recebeu impressionantes 12 indicações ao Oscar e ganhou três troféus: Melhor Diretor, Melhor Ator Coadjuvante e Melhor Fotografia.

Amor, drama, revolução: É disto que se trata Reds

Antes de tudo, Reds é um filme biográfico sobre um homem que preocupava Beatty desde a década de 1960: o americano John Reed, que trabalhou como jornalista após se formar na prestigiada Universidade de Harvard. Fascinado pelas convulsões sociais de sua época, Reed cobriu as principais greves trabalhistas nos EUA e a Revolução Mexicana, entre outros eventos, mas também esteve presente na Europa como correspondente durante a Primeira Guerra Mundial.

Reds começa em 1915, quando Reed (interpretado por Beatty) conhece a jornalista e sufragista Louise Bryant (Keaton) em Portland. Bryant se deixa cativar pelo espírito de Reed e larga o marido por ele. No entanto, o relacionamento enfrenta vários obstáculos e infidelidade mútua – por exemplo, Bryant tem um breve caso com o dramaturgo Eugene O’Neill (Nicolson).

Paramount Pictures

Mesmo assim, o casal se une e persegue inabalavelmente seus ideais compartilhados e individuais. Eles viajam para a Rússia para cobrir a Revolução de Outubro e, de volta aos EUA, Reed co-funda o Partido Comunista Trabalhista da América (CLPA). Mas a disputa pelo poder com outro partido comunista nos EUA leva Reed a uma decisão que coloca seu relacionamento com Bryant, sua liberdade e sua vida em risco.

Reds é um drama histórico de 195 minutos que explora de forma cativante o grande amor de John Reed e seus ideais elevados – ambos repetidamente postos à prova ao longo do filme. O drama também possui um elemento documental: depoimentos de testemunhas contemporâneas que conheceram Reed pessoalmente ou indiretamente pontuam e complementam a trama com perspicácia.

Nascimento difícil, sucesso notável

Embora Reds ofereça muita emoção, humor e suspense, a duração do filme e seus temas políticos o tornam difícil de assistir, mas certamente vale a pena. Um roteiro sensível, a fotografia de Vittorio Storaro, que já havia ganhado um Oscar por Apocalypse Now em 1980, e um elenco de primeira linha renderam ao filme muitos elogios, gerando comparações com épicos de sucesso como Lawrence da Arábia.

Mas o caminho para esse reconhecimento foi longo e árduo. As filmagens de Reds se estenderam por um ano inteiro, completamente contra o planejado. Como elas ocorreram em cinco países, houve vários problemas logísticos. Além disso, a obsessão de Beatty em filmar até 70 tomadas por cena tornou as coisas extremamente difíceis para o elenco, incluindo Diane Keaton, que mantinha um relacionamento com Beatty na época.

O orçamento de Reds aumentou (oficialmente) para cerca de US$ 32 milhões – cerca de US$ 113 milhões hoje em dia. O fato de Beatty ter conseguido convencer a Paramount a financiar um filme sobre um fervoroso comunista americano durante a Guerra Fria é um verdadeiro milagre.

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