Apoiado por instituições subservientes ao seu regime e em meio a amplas denúncias de fraude, Nicolás Maduro tomou posse para seu terceiro mandato consecutivo como presidente da Venezuela, nesta sexta-feira, 10.
No Palácio Federal Legislativo, em Caracas, sede da Assembleia Nacional, Maduro prometeu cumprir “todas as obrigações da Constituição e das leis da República”.
“Este novo período presidencial será um período de paz, prosperidade, igualdade e nova democracia”, disse após juramento.
O Conselho Nacional Eleitoral (CNE) e o Supremo, ambos pró-Maduro, atestaram que ele, cuja presidência foi marcada por uma profunda crise econômica e social na Venezuela, venceu a votação de julho por 51% a 42%, embora nunca tenham oferecido evidências, ao se recusarem a publicar as atas eleitorais e os resultados desagregados. Já a oposição diz que seu candidato, Edmundo González Urrutia, ganhou com cerca de 67% dos votos, contra menos de 30% do ditador, com base no que diz ser 80% dos boletins de urna resgatados por fiscais.
Maduro, 62, está no poder desde 2013. Ele tem o apoio inconteste de líderes das Forças Armadas e dos serviços de inteligência, que são comandados por aliados próximos do poderoso ministro do Interior, Diosdado Cabello, responsável pela repressão.


